sábado, 11 de agosto de 2012

PLANTAS EM VELHOS MUROS (2)


Apenas os organismos mais simples sem raízes, caules ou folhas estão aptos a viver nos muros novos sobretudo se os intervalos entre as pedras forem rejuntados ou, pior, rejuntados a betão. Onde não houver ainda fissuras ou reentrâncias que permitam conter um mínimo de matéria orgânica e de humidade é difícil encontrar vida a olho nu. As poeiras farão o seu primeiro trabalho. Primeiramente serão as algas que darão ao meio uma cor levemente alaranjada ou esverdeada. Depois os líquenes, resultado da ligação de uma alga e um cogumelo. Seguir-se-ão em complexidade, os musgos desde que o mais leve rebordo possibilite a acumulação mínima de água da chuva ou do orvalho e substrato.


Os musgos (briófitas) não têm tecidos condutores semelhantes aos das plantas de sementes, nem raízes e as folhas são muito simples. Funcionam como esponjas. Têm ainda a capacidade de se fixar a um substracto. Mas sujeito a uma rápida secagem, o musgo dos muros cessa a actividade metabólica e tem capacidade para a retomar com o retorno da água e a possível contribuição de excrementos dos invertebrados. Em cima, a tortula muralis pode resistir vinte semanas sem água.

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