quinta-feira, 17 de agosto de 2017

SEBES (HEDGES)


     À partida há quem prefira não intervir. Em breve a surpresa com uma profusão  de grossas ramagens entrelaçadas, competindo entre si em busca de luz e ar, alternando a malha compacta com clareiras e, no todo, o aspecto descuidado, totalmente inapropriado mormente se se tratar de uma sebe tapa-vistas.  
     E aí a intervenção torna-se necessidade. Com um preço: o maior diâmetro dos ramos leva a que sejam  também maiores os danos provocados pelos cortes. Então, é preferível a intervenção anual limitada, podando e replantando para suprir as clareiras. No caso dos laurus pode recorrer a estacas extraídas da sebe. Se nem todas enraizarem - o que é normal - terá de insistir. A menos que esteja disposto a pagar o preço de novas plantas em vaso, já enraizadas. 

domingo, 16 de julho de 2017

HELIANTHEMUM ( SUN ROSE, HÉLIANTHÈME )


Num canteiro um tanto pedregoso, bem exposto ao sol, eis o helianthemum ali usado como planta de cobertura. 


À primeira vista as flores podem ser confundidas com rosáceas. Mas diferentemente destas os estames prendem-se à base do ovário. Situemos: as muito conhecidas estevas, tal como a tuberaria guttata, plantas  espontâneas do clima mediterrânico, pertencem à mesma família do helianthemum.


Surpreendentemente, flores de cinco pétalas e numerosos estames murcham demasiado cedo.


Bem longe das temperaturas estivais e solos pobres que em parte explicam a rápida maturação das sementes das  estevas dos nossos campos, as plantas das fotos de hoje são híbridos de helianthemum já adaptadas a um clima chuvoso e solos férteis. 

sábado, 8 de julho de 2017

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO! (NOT EVERYTHING THAT SHINES IS GOLD)


Pequenos cursos de água aparentemente cristalina manifestam  a montanha viva.


Mas, vistas mais de perto, águas e leito, que surpresa: sobressaem tonalidades fortemente acastanhadas. Alarmante? E, no entanto, das nascentes até à foz no grande lago, não há vestígios de habitações, mesmo acampamentos temporários, pastorícia, muito menos indústrias, com as suas lixeiras e derivados. Tão só a montanha selvagem, típica das latitudes mais a norte da Europa.


Tranquilizemo-nos: investigadores que desde há dezenas de anos monitorizam estas águas, garantem que os tons de castanho nos aproximam cada vez mais do que eram os ribeiros de montanha antes da revolução industrial. Nos últimos decénios terá havido redução de chuvas ácidas, as tais que arrastam compostos de enxofre suspensos na atmosfera. Por seu lado, essa redução terá permitido o aumento de carbono orgânico dissolvido na água, aqui facilitado pelas quantidades enormes de turfeiras em toda a cadeia montanhosa. Mais cristalino igual a mais puro? Pelos vistos, nem sempre!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Ultimando os preparativos da festa...


a celebrar o casamento: uma escolha de vida ética. 


E um pensamento muito terno a todos os que querem mas por falta de saúde ou pela distância, não podem estar presentes. Votos muito amigos de melhoras. Também à memória de todos os que nos antecederam e  pela fé souberam superar as dores deste mundo, e nos transmitiram a vontade e a alegria da celebração da esperança, juntos em comunhão familiar e em amizade. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

EUCOMIS BICOLOR (FLOR ANANÁS, PINEAPPLE LILY)


Fotografei esta exótica planta por alturas de Junho, num lugar de meia sombra do  jardim ao ar livre, aberto ao público, fresco, de solo manifestamente muito rico em húmus. 


Logo avisado: não é flor que se cheire! Mas insectos há que as preferem atraídos que são pelo duvidoso odor. É o caso da mosca. Prevenido, mas não menos interessado, continuei observando desde as folhas basais, estreitas, a verde com tintas violeta, o longo caule também nesses dois tons até ao surpreendente cacho de flores encimado por uma coroa  de brácteas folhosas. De algum modo a lembrar o ananás!


Trata-se de uma hyacinthaceae oriunda duma parte da África do Sul onde os verões são, além de quentes, também muito chuvosos. Ora, se alguma coisa abunda naquelas paragens onde a fotografei são exactamente as muitas chuvas de todo o ano. Chuvas que no exemplar fotografado fizeram tombar o caule, normalmente erecto.


Os bolbos  da eucomis são plantados a cerca de 10 cm de profundidade em Março em solo profundo, fresco, bem estrumado. As flores surgirão em Junho e permanecem até Agosto.
Como nota deixo registado que, por uma feliz associação, o jardim  tem estrumes próprios a partir de várias cercas e estábulos onde pastam animais que são regularmente visitados por crianças e adultos.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

INULA HOOKERI (ELECAMPANE, AUNÉE)


A inula é uma asterácia muito vistosa de resultados certos quando usada  na composição de bordas.


Vejam-se  as flores marginais que formam o disco externo, de amarelo, muito finas, em subtil forma ligulada e as folhas em verde-claro.


Estas belas plantas são da mesma família das margaridas. Umas e outras apreciam a exposição plena ao sol e estendem profundamente as raízes. De modo que é conveniente a prévia preparação do solo com uma cava bem funda e, sobretudo no verão, manter-lhes a frescura. É aconselhável  a protecção do solo com recurso à palhagem, usando por exemplo a casca de pinheiro  ou resíduos do corte das relvas. Tem tendência para alastrar. Daí que, de 3 em 3 anos, se deva limitar o avanço pela divisão dos tufos. Após a floração também podemos limitá-la em altura.