quinta-feira, 15 de novembro de 2018

SPATHODEA CAMPANULATA (ESPATÓDEA, TULIPEIRA, BISNAGUEIRA, AFRICAN TULIP-TREE)


Árvore de crescimento rápido, originária de África, de grande efeito ornamental, especialmente adaptada aos climas equatoriais e tropicais de todo o mundo, podendo tornar-se invasiva. 


Os botões florais formam cachos, abrindo primeiro os de fora. Lembram as bisnagas e são usados na brincadeira pelas crianças que cortam uma ponta, pressionam e lançam entre si esguichos de água ou pisam os amontoados de flores caídas no chão. Brincadeira não isenta de consequências pois a seiva, além do cheiro característico, forma nódoas na pele e nas roupas. Daí serem também chamadas de chichi-de-macaco ou chichi-de-mico.  Flores em tons de vermelho- alaranjado, sendo menos frequentes as amarelas.  As corolas são campanuladas, com cinco lóbulos de bordos amarelados, mais ou menos enrugados.



É também árvore de grande porte, entre os 15 e os 20 metros de altura. A madeira, de casca fina, é clara e mole.  As flores contêm alcalóides tóxicos potencialmente letais para as abelhas e os beija-flores na procura do néctar. É razão invocada para a proibição do seu plantio em muitos estados da América Central e do Sul bem como na Austrália.  

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

GUNNERA INSIGNIS (GUARDA-SOL do POBRE, POOR MAN,S UMBRELLA, SOMBRILLA DE POBRE)


No ambiente  próprio das zonas tropicais, saturado de humidade, chuvas frequentes, e em altitudes superiores aos 1.500 m, solo vulcânico recente, pobre, crescem estas plantas  herbáceas, rizomatosas,  de folhas exageradamente largas que podem atingir os 3 metros de largura. Vivem em simbiose com uma cianobactéria que lhes fixa o azoto atmosférico recebendo, em troca, carbono. 


Igualmente espectaculares são as inflorescências cónicas em tons de vermelho, podendo crescer até um metro de altura. A polinização é feita pelo vento. Não têm pétalas e produzem frutos de apenas uma semente. Também se reproduz por divisão dos rizomas.


Em primeiro plano, alguns exemplares da gunnera e, ao fundo, parte da cratera vulcânica: a  verde-azulado,  águas ácidas do lago.


Fumarolas, emissões de gás e micro-abalos  constantes definem o ambiente instável em que resistem aquelas admiráveis plantas. 


Outra imagem para se ter uma ideia mais pormenorizada da especial composição do solo   a que a gunnera tenta fixar-se. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

CYRTOSTACHYS renda (PALMEIRA-LACA, RED SEALING WAX PALM)



Uma planta bem exótica esta palmeira proveniente dos climas tropicais, quentes e de elevada humidade. Demasiado sensível ao frio ou à secura pode, no entanto, adaptar-se ao ambiente controlado de uma estufa quente. Os caules são do tipo espique, finos e múltiplos, cilíndricos,  podendo alcançar os 4 a 6 metros de altura e nas melhores condições em natureza podem alcançar os 10 metros. O crescimento é lento. Pecíolos longos, unem o espique à folha. Espique e pecíolos são de cor vermelha, por vezes alaranjada consoante a variedade. As folhas são compostas (constituídas pelos ditos folíolos) em tons de verde e as flores de cor amarelo-pálido. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

EICHHORNIA CRASSIPES (JACINTO-de-ÁGUA, AGUAPÉ-de-FLOR ROXA, COMMON WATER HYACINTH)


Conceda-se-lhe a triste fama de ser uma das cem mais nocivas invasoras do mundo. Nem a manifesta beleza das flores e folhas a absolverá. A comercialização da planta em Portugal está proibida por lei desde 1974. No entanto, há notícia de que já tem sido vista à venda, como decorativa, em lojas de flores. 


Os jacintos de água, originários da bacia do Amazonas, formam tapetes densos à superfície das águas impedindo as plantas aquáticas nativas de receberem a luz solar. Afetam os recursos de água para consumo doméstico, alteram a temperatura da água, baixam os níveis de oxigenação com reflexos também na saúde e vida dos peixes, impedem o escoamento favorecendo as inundações, facilitam a proliferação de mosquitos. 

Dispensam a terra para o seu desenvolvimento. Encontram-no nas substâncias orgânicas presentes na água. São plantas herbáceas flutuantes, de longas raízes em cabeleira. Os caules são estoloníferos que em desenvolvimento formam rapidamente novas plantas. As folhas são espessas e largas, ovóides na forma, de um verde-escuro brilhante e mostram-se num pecíolo inchado formado por um tecido esponjoso que lhes faculta a capacidade da flutuação. 


Grandes flores hermafroditas de seis tépalas semelhantes a pétalas, ovadas a oblongas. A tépala cimeira apresenta-se de amarelo ao centro rodeado por tons de azul pálido, raiados a violeta. 

Um exemplo de cuidado: o município de Águeda  tomou a peito o controlo dos jacintos da lindíssima Pateira de Fermentelos usando uma ceifeira aquática, já baptizada "Pato de Água" e que flutua desde os 35 cm de água. Controlo que não a eliminação total ...

terça-feira, 25 de setembro de 2018

ASTILBE "FANAL" (x arendsii)


Proveniente de zonas húmidas do sudeste asiático, esta planta requer a proximidade da água ao nível das raízes. As folhas, finamente recortadas, são de belo efeito. Mas naquele mês de Julho em que as fotografei, o destaque ia para os cachos vermelhos das minúsculas flores organizadas em panículas. 


O verão é curto.  Ainda no outono e com os primeiros frios, as folhas irão amarelecer. É, porém, uma planta vivaz, rizomatosa, e a expectativa é a de que permaneça no jardim por muitos anos com o cuidado de se proceder à divisão dos tufos de três em três. De outro modo a planta perderá viço e diminuirá a produção de flores. Quando a água das chuvas não abunda, importa regar a astilbe em profundidade, não bastando a rega a crivo, lança de rega, pistola ou aspersores. A turfa, disponível em abundância por estas paragens, dá uma ajuda complementar quando falta a água das chuvas. 


Ao fundo junto à parede e em verde-escuro, o alecrim e o tubo de descarga da água das chuvas. Este canto é de meia sombra, já que a exposição total ao sol desmaiaria as cores. Ora, o tão esperado verão celebra-se com cores quentes, bem vivas. Mas, quem suspirar por tons menos chamativos mas ainda assim gloriosos, pode ainda encontrar noutras variedades de astilbe, o branco, o amarelo-creme, os tons de malva ou rosa. A escolher!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CAMINHADAS de VERÃO


Tendo em conta a forma física particular deste caminhante, prefiro as caminhadas fáceis ou moderadas. Calçado leve e apropriado, algumas provisões,  água incluída, o chapéu de sol e, sendo caso disso, protecção para a chuva. Se não aceitarmos  o risco normal destas paragens de apanhar alguma chuva passaremos o dia dentro de portas. Diferentemente o anúncio de tempestades deve ser respeitado. Caminhar à chuva, por muito bom que seja o equipamento de protecção - há que assumir -, traz sempre algum desconforto sobretudo se não se tem experiência bastante. 


Também prefiro os declives suaves às altas altitudes. Uma boa sugestão: trilhos sinuosos em parques arborizados de grandes áreas quase sempre com belos jardins, permitem percursos maiores sem nos afastarmos demasiado da entrada.


Em contrapartida, há sempre  colinas ou outeiros de horizontes largos, dispondo de trilhos ladeados de pastagens espontâneas ou cultivadas com a vantagem comparativa de menor trânsito de caminhantes e... mais arejados. 

domingo, 26 de agosto de 2018

O JARDIM do PONTO de VISTA dos PELUDOS da CASA



Na época do frio, dias mais curtos, menos luz, a pelagem cresce.  Aliás, começa a crescer logo no outono. Um poderoso isolante térmico. Não chega, porém. Aproveitam a menor réstia de sol para se aquecerem nos meses frios e, no verão, nada como uma boa soneca à sombra das árvores ou arbustos onde ninguém nem nada os incomode. 


A partir da primavera a pelagem torna-se menos densa. O gato usa a língua como ferramenta e daí os muitos   rolos de pelo que acaba engolindo e tenta depois regurgitar. Acima, à esquerda a mesma gata da primeira foto, já com a fatiota de verão. No canto oposto o gato "Tigre" cuida do pelo. Neste, a  altura e densidade do pelo pouco se alteram durante o ano.


A curiosidade é, no entanto, superior aos cuidados da higiene e da beleza. Ao menor sinal de alerta, movimento das aves ou dos insectos alados, a intrusão de outros felinos,   interrompem-nos  sem hesitação: sobrepõe-se-lhes gosto pela defesa do (seu) território.