quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PHYTOLACCA ( Baga Moira, Erva Tintureira, Vinagreira )


É bom conhecermos as plantas que nascem no espaço cultivado. Emocionamo-nos não raro com a beleza de uma folha, flor ou fruto. Mas é preciso ir mais longe como no final se verá. Neste caso o esforço pela identificação de uma planta durou um ano: o tempo de uma nova rebentação. A fotografia acima é do ano passado. A planta não se desenvolveu para além da flor. Semente trazida por algum pássaro? De que espécie se trataria?  Procurei a partir da flor em livros e na internet. Pela folha também não cheguei a qualquer conclusão. Juraria nunca a ter visto antes. 


Este ano a planta ressurgiu no quintal.  Não deixa de ser muito bela.

No verão passado, vi a mesma inflorescência em campos abandonados, mais avançada, a tomar esta cor avermelhada púrpura enquanto outras permaneciam brancas.


Tive um palpite, depois uma certeza. Então não era a velha erva tintureira do quintal da casa onde nasci e que tanta curiosidade me despertara na meninice? Na nossa imaginação de crianças seria uma fonte de tinta barata a obter pelo esmagamento das bagas maduras. Quantas possibilidades?


Sim. O que é curioso é que a minha atenção de criança não se tenha fixado nas iniciais formas e cores da flor.  O registo da planta na minha memória estava efectivamente associado às sonhadas possibilidades da tinta púrpura oferecidas pelas bagas pretas e não à flor branca.


 Há contudo a dizer que esta planta é altamente tóxica para animais e humanos. Não é, assim, desejável em nenhum jardim ou horta. Sempre poderemos admirá-la nos campos em pousio...


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