domingo, 13 de outubro de 2013

LAGENARIA SICERARIA (CABAÇA)




Achamos muita graça ás formas e cores destas cucurbitáceas e todos os anos as semeio. Usamo-las para enfeitar quer o exterior quer dentro de casa.




Este ano a sementeira ocupou uma área maior. A terra estava bem estrumada pois estas plantas são gulosas. Nasceram quase todas e houve que lhes dar espaço eliminando as mais fracas. No verão dei-lhes regas abundantes. Quando o fruto está já bem desenvolvido arranjo uma cama de palha para não apodrecerem. Na época de maior calor também uso cobrir os frutos com alguma palha para prevenir os golpes de sol.


Nas que crescem como trepadeiras, não se forma o "pescoço de cisne" comum ás que são cultivadas no modo prostrado e não se coloca a questão de cobrir parcialmente os frutos com palha até porque a rama da árvore lhes dá suficiente protecção.


Voltarei em breve ao tema das cucurbitáceas com outras formas e cores.

A segunda das fotos é de julho de 2013 e as restantes desta semana no quintal .


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

DISSOTIS PRINCEPS (DISSÓTIS)



Devo ao primo António mais esta espectacular planta. Trata-se de um jovem arbusto em vaso, originário da África do Sul, da família das melastomatáceas e caule anguloso, com cerca de 50 cm de altura, podendo alcançar 1,50 m e mais. Inesperadamente, em apenas oito dias após a chegada, fomos brindados com uma primeira floração. E que beleza de flor!


Na imagem em tons rosa, o tubo alongado do cálice revestido de pelos e, claramente visíveis, três das cinco sépalas. 


As  pétalas em número de cinco são magníficas no seu azul-purpurado. Também as há brancas. Mais intrigantes são o tamanho e formas dos estames que acrescentam inesperada complexidade e subtileza ao conjunto da flor. São de estrutura similar e em número de dez, porém, diferem no tamanho, na forma e na cor. Na metade superior, estão os mais curtos, cinco de cor creme-amarelado, curvados para baixo. Inferiormente os restantes, recurvados para cima. Os estames apresentam-se em duas partes articuladas o que aparenta um maior número do que o real. O filete liga-se à antera por um conectivo surpreendentemente longo. No ponto da ligação há como que rótulas, de tons claros, amarelados, que se assemelham a anteras. As verdadeiras anteras são em púrpura escuro.


Após a queda das pétalas persiste o cálice onde amadurece  o fruto que é cápsula.


Em tons rosa, novos botões florais em desenvolvimento.


As folhas têm um valor decorativo absoluto: na foto, são jovens folhas que se tornarão avermelhadas à medida que envelhecerem.

Até à primavera, iremos manter a dissótis em vaso de modo a podermos movimentá-la resguardando-a das geadas. Esperamos que sobreviva. Depois disso, escolheremos um local ao sol pleno e com acesso fácil à água de rega.

Especial abraço ao casal Maia. Obrigado.

Fotos do início da semana, no jardim.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

DEMARCANDO



A todo o universo, proclamo: este jardim tem dono!


Chuvas e brisa de outono finalmente tombaram o caule de girassol. Para que não haja dúvidas: propriedade e posse, marcado fica também.


Respeitinho! A vingança é doce. Saibam ... 


a dona...?: sou eu! 

Fotos da passada semana, no jardim.



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

FLORES DESTA MANHÃ



Despertei bem cedo para escolher flores de entre as espontâneas, as mais simples que pude.


Ainda orvalhadas, evocam os perfumes de vários sítios. 


Tão diversos, qual deles o mais rude, harmonia imersa num aparente fundo caótico.  


No mundo vegetal sobreviver não tem escolha, há necessidade. Estreito é o leque de possibilidades pois em tudo há limites. 


Respeitando, não as cortámos. Ainda assim as elegemos para hoje celebrar a vida!

Sim, são para ti, querida, todas as flores desta manhã.



sábado, 5 de outubro de 2013

BOISEA TRIVITTATUS (INSECTO-do-ACER-NEGUNDO)




Luz, temperaturas muito amenas e alta humidade relativa  neste início de outono, activam o metabolismo destas bichezas e trazem-nas de volta ao jardim quando era suposto estarem nesta altura ocupadas em testar a eficácia de abrigos de inverno. 


O insecto adulto aqui retratado - boisea trivittatus - é conhecido em juízo: maior em tamanho (cerca de 12 mm), alongado, preto com riscas avermelhadas, alado. Confesso, no entanto, que não associei logo a estes os mais pequenos, sem asas, de cor vermelha mais viva no estado de ninfa ou juvenis de cabeça preta, até porque não supunha que nesta altura do ano ainda fossem viáveis.


Estes insectos tem uma árvore de refúgio muito da sua preferência, o acer-negundo que além do mais lhe oferece óptimos refúgios na casca encortiçada, onde depositam os ovos. Folhas e caule asseguram-lhe alimento. Mas, na falta, contentam-se com algumas plantas do jardim. Nas fotos, atacando a brunfelsia pauciflora (Manacá-de-cheiro) que, enfraquecem sugando-lhes a seiva, provocando a queda precoce das folhas. 

Ainda assim, não são daqueles que mais prejuízos causam. Não vale a pena gastar dinheiro com insecticidas. Esmagá-los também não: exalam um cheiro muito desagradável. Por isso, deixá-los pastar. Em tempo, o frio de inverno dar-lhes-à coça. 

Fotos desta semana, no jardim.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PEREGRINATIO (Per + agri), REVISITAÇÃO.



Peregrinaçam de Fernam Mendez Pinto em que da conta de muytas e muyto estranhas cousas que vio & ouvio no reyno da China, no da Tartaria , no do Sornau, que vulgarmente se chama Sião, no do Calaminhan, no de Pegù, no de Martavão, & em outros muytos reynos & senhorios das partes Orientais, de que nestas nossas do Occidente ha muyto pouca ou nenhu[m]a noticia.


 E tambem da conta de muytos casos particulares que acontecerão assi a elle como a outras pessoas... / escrita pelo mesmo Fernão Mendez Pinto. - Em Lisboa : por Pedro Crasbeeck : a custa de Belchior de Faria Cavaleyro da casa del Rey nosso Senhor, & seu Livreyro, 1614. 

Fotos JM 2013, Sudeste asiático, gentileza q. mt. agradeço. Bjnhs. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

HELICONIA ROSTRATA (HELICÓNIA, BANANEIRA-do-BREJO, PAPAGAIO)





A helicónia é uma planta muito exótica, amante dos ambientes quentes e húmidos das florestas tropicais da América Central e do Sul (especialmente abundante na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e  Venezuela) de folhas enormes semelhantes ás da bananeira e magníficas inflorescências pendentes de cor vermelha-alaranjada, amarela e em diferentes tonalidades de verde. 


A helicónia cresce espontâneamente em solos ricos em húmus e água em abundância. Em climas favoráveis é muito procurada para decorar jardins tropicais.

As verdadeiras flores em tamanho pequeno saem das brácteas mas estão de tal modo nelas inseridas que só aves de bico e voo especializado conseguem aceder ao precioso néctar.

Multiplicação por sementes e divisão de rizomas. 

Fotos de 2013, gentileza de J.M. que muito agradeço. Bjinhs.