quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ASTER DATSCHII (ou PRENANTHOIDES?)

 
Aqui na aldeia chamamos-lhes despedidas-de-verão mas não estou certo da adequação do nome.
 
Todos os anos lhes reservamos uma pequena área abrigada por uma sebe. Até á floração não merecem particular destaque. À medida que os dias encurtam, as temperaturas baixam e o sol parece descer na linha do horizonte, as áster abrem em flor, organizadas em capítulos. Marcam a entrada do outono, num modo discreto de cores doces em tons pastel.  
 

Mesmo assim, há umas mais precoces que dão a sua graça na primavera e em pleno verão. São mais curtas e exibem mais os tons azul-violeta e rosa. As nossas abrem na última semana de setembro e se as chuvas não as estragarem manter-se-ão  floridas até dezembro.

A planta é vivaz, de folha caduca e resiste bem aos frios e ás geadas.

No círculo exterior as flores são brancas, muito longas, estreitas e bem separadas umas das outras e as do interior amarelas.

As fotos foram tiradas ontem, no jardim.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

RUDBECKIA (MARGARIDA-AMARELA)


Entrados no outono, o jardim vai perdendo brilho e cor. Não é pequena a tarefa de remoção das plantas que chegaram ao fim do seu ciclo de vida e o transporte para o montão de composto. Aproveito para uma limpeza sistemática das ervas indesejáveis e o jardim fica mais apresentável. Destacam-se as resistentes. Vejam-se as rudbequias, com as "orelhas" voltadas para trás como as da nossa gata mimi quando desafiada pelo gato tigre. Florescem no final da estação quente e ainda pelo outono adentro, nas cores quentes que nos remetem saudosos para as vastas manchas brilhantes do auge do verão. A semear em abrigo nos meses de março-abril.
 
A foto é de ontem, ao fim do dia, no quintal.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

PODRANEA RICASOLIANA (SETE-LÉGUAS)

Um amigo da minha maior estima, conta com muita graça a história, realmente acontecida, de quem chamou a casa um profissional para resolver um problema não especialmente transcendente de canalização. O homem lá apareceu, de fato macaco e malinha de mão. Ás tantas debatia-se já com o mais fundo da mala, remexendo e tornando a remexer, quando o dono da casa percebeu que ele não encontrava a chave adequada a determinada peça. Solícito, apresentou então ao atónito canalizador um inumerável arsenal de ferramentas próprias que nem a mais vasta montra do ramo conteria. Fascinado pelas soluções do tipo faça-você mesmo, dificilmente resistia á sua aquisição  mesmo que na prática nunca viesse a utilizá-las, o que valeu logo ali o comentário do canalizador: oh homem, com este material eu era capaz de abrir um estabelecimento!

  
Vem isto a propósito do exercício das artes da sistemática vegetal por um curioso que sou. Quando ousamos entrar no conhecimento de uma área tão sofisticada, respaldados na acessibilidade da mais vasta informação, mas partindo do horizonte manifestamente curto de três anos de lições de botânica (3º a 5º ano do liceu), estamos sujeitos aos mais imprevistos equívocos e, pior ainda, a induzir outros a neles confiar como verdades.

                                       
                              (Pode então concluir-se que Portugal começou por não existir...)
  
No passado dia 27, quinta-feira, publiquei duas fotos que recolhi de passagem, atraído mais uma vez pelo exotismo e beleza das flores de uma planta desconhecida, com a decidida vontade de me aplicar até alcançar a sua identificação. Normalmente, a observação da flor chega para concluir nesse sentido, com segurança. Nem sempre!

 
Pois quando cheguei à incarvillea, gritei eureca! De facto  a semelhança com a flor das fotos é manifesta.  Mas era ainda cedo demais e a conclusão é errada, vejo agora. Devo a correcção do equívoco á atenção e generosa iniciativa de um leitor que se deixa identificar pela referência ao seu portal (http://faroleco.blogspot.pt).  No seu comentário áquela página diz, na forma muito elegante duma interrogação, tratar-se da padronea ricasoliana. Tem toda a razão.
 
 
De facto, podranea ricasoliana e incarvillea, pertencem á mesma família   das bignoniaceae. Estive perto! Mas focara a atenção sobretudo na flor. E aqui tinha de ir mais longe. Comparando: enquanto a podranea é uma liana, de caule lenhoso, já a incarvillea é de caule mole, uma herbácea. Esta alcança 30 centímetros de altura ou pouco mais. Já o tronco da podranea pode alcançar os dois metros e os lançamentos errantes das hastes, circulares e flexíveis, podem ir aos dez metros pelo que a planta tem de ser fortemente suportada!
 

Também se distinguem pela folhagem. As folhas da incarvillea são profundamente recortadas parecendo as dos fetos. As da podranea são compostas e opostas, com um único fólio no final do eixo. Finalmente a flor: se tivesse prestado melhor atenção veria que a incarvillea apresenta as flores em rácemos terminais acima da folhagem e são em geral de cor majenta ou cor de rosa-malva com amarelo e púrpura no interior do tubo e a da podranea é uma inflorescência terminal, de cálice campanulado e corola em cor de rosa muito ténue, com marcas no interior de cor majenta.
 
Sobre estes temas e outros ligados ao mundo vegetal, poderá  acompanhar com vantagem (http://faroleco.blogspot.pt/2012/09/sete-leguas.html).

Renovo os meus agradecimentos ao generoso e atento leitor e as desculpas pelo erro.

domingo, 30 de setembro de 2012

ENTRANDO PELO OUTONO, AINDA AS ZÍNIAS


Este ano apostámos ainda mais nas zínias. Já não é só no jardim, como vem sendo habitual, nem com os cravos túnicos, junto dos tomateiros, para supostamente os defenderem de bichezas, mas aqui e ali por todo o quintal onde não seja difícil levar a água da rega.


As flores foram colhidas no final da tarde da última sexta-feira. Nem as bem-aparecidas chuvas destes dias as prejudicaram. O magnífico arranjo é de Malema.

sábado, 29 de setembro de 2012

CODIAEUM VARIEGATUM (CRÓTON, LOURO-VARIEGADO, FOLHA IMPERIAL)


Notáveis pelas folhas coloridas, os codiaeum são arbustos tropicais que podem ser cultivados em vaso, no interior. As cores vivas em combinações de vermelho, verde, amarelo, roxo, rosa, branco ou laranja, pedem luz forte. Este exemplar pertence à nossa querida J. e avesso ao ar condicionado, esteve um pouco anémico, talvez carente de uma boa janela soalheira. Agora, como se vê, remoçou.


De momento ainda pode conservar-se no exterior. Mas atenção que poderá não suportar temperaturas inferiores a 13º. Também gosta muito de regas cuidadas, sem encharcar. No período de repouso que se avizinha bastará evitar que a terra fique seca. Entre a primavera e o fim do outono merece um adubo líquido de duas em duas semanas. Atenção, para manipular a planta é prudente usar luvas pois é tóxica e o seu látex é irritante para a pele. Manter as crianças afastadas.

Fotos desta semana, no jardim.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

SOBREVIVENDO ENTRE CACTOS


A partir do seguro refúgio na encosta pedregosa onde nasceu e onde só medram os cactos e escassas ervas, magro quanto baste mas com aspecto saudável, faz um curto intervalo entre largas sonecas aguardando a noite para as costumadas incursões em torno das casas mais próximas à procura de restos de comida.

Foto de setembro de 2012.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

INCARVILLEA DELAVAYI (INCARVÍLEA)


Tem algo de exótico a incarvília, da família das bignoniaceae. Flor em forma de trombeta, em tecido de textura fina, leve como uma pena.
Multiplicação por sementes e por divisão, sendo esta última preferível e a executar no outono após a floração, com vantagem para a planta mãe que disporá de mais espaço a preencher com um bom terriço e terra de jardim. Pode cortar-se o raizame om um golpe de enxada, mais ou menos ao meio do tufo de raízes. Plantar em buraco aberto com uns 10 a 12 cm de profundidade. Convém proteger os caules no inverno com palhagem

NA SEQUÊNCIA DA MUITO OPORTUNA E GENEROSA INTERVENÇÃO DE FAROLECO QUE SEGUE, E QUE MUITO AGRADEÇO, RECONHECENDO QUE TEM TODA A RAZÃO, PEÇO DESCULPA AOS LEITORES PELO ERRO E SOLICITO-LHES QUE IGNOREM O TEXTO ACIMA, INCLUINDO O TÍTULO. MUITO OBRIGADO! 


Fotos de setembro de 2012.