segunda-feira, 7 de maio de 2018

TONS e SONS da PRIMAVERA


Dir-se-ia uma paisagem banal: um troço de rio de montanha, em torrente amortecida pelo leito pedregoso. Nas margens, algumas árvores despertando indolentes do frio inverno, um relvado natural protegido, e as flores amarelas dos narcisos espontâneos na crista do talude.


A mesma paisagem vista da varanda estrategicamente voltada para o rio. 



Sons repousantes, o movimento do rio, o baloiçar das folhas tenras, a brisa fresca da manhã, as cores, tudo convidando à fusão com a natureza. 
(Para voltar a ver/ouvir, accionar o símbolo no canto inferior esquerdo. Como fazer para apagar as referências indesejadas a outros vídeos?)

domingo, 29 de abril de 2018

PRIMEIRAS ROSAS do ANO


Há três para quatro dias, eram apenas botões.


Progressivamente, tornaram-se alguns em rosas abertas.


Outras flores, como as da base do canteiro, amarelas dos íris (mais precoces as dos íris azuis), fenecem cedo mas, por meses a fio, a roseira continuará em seu explendor.  

segunda-feira, 23 de abril de 2018

AZÁLEA


Em processo de adaptação, a azálea das fotos vai permanecer em vaso durante, pelo menos, um ano. 


Em meia-sombra, rega com água das chuvas e mensalmente uma pitada de adubo,  esperamos poder contar com a nova azálea por muito tempo. 


Ponto é que permaneça resguardada das temperaturas do ar da ordem dos 30 ou mais graus. A elevada humidade relativa destes dias é-lhe favorável. Mas, por quanto tempo?

quarta-feira, 18 de abril de 2018

FLOR de GINGEIRA


Já depois das chuvas, flores abertas no nosso quintal.  Felizmente anunciam-se alguns dias sem chuva. 


Aqui, ainda em botão. Alguns começaram a abrir e até já são visíveis os estames. 


A árvore não gosta de encharcamento. Também não gostaria de passar sede na época da floração.  Poderá ser aconselhado um tratamento preventivo contra a moniliose.

terça-feira, 10 de abril de 2018

IRIS


No nosso jardim não há lugar para vegetais. Já no quintal também cultivo algumas flores. Os cravos túnicos, por exemplo, ganharam um lugar certo junto dos tomateiros porque supostamente têm a virtude de afastar algumas bichezas. Verdade ou consequência, habituei-me a vê-los por lá, em largas manchas e sempre com muito prazer. Não acrescentam trabalho depois da necessária transplantação. A rega é simultânea com a das culturas hortícolas. 



Levo para o quintal outras plantas, geralmente de flores de corte, apenas porque gosto de as ver por lá.  Não requerem cuidados especiais. Amenizam o trabalho.



Nesta altura do ano, destaque para a Iris hollandica.  No jardim e ... no quintal! 


É uma flor para ver de perto, sem pressas. Textura, cores, tonalidades, transparência, tudo nelas é delicado, sofisticado, deveras exótico, raro. 
Alternativas para Abril? Quem cultiva não se prende  nem com a visão das flores brancas ou amarelas das espontâneas, na maior parte invasivas, desafiantes, nem com a superabundância das flores brancas das couves galegas!

terça-feira, 3 de abril de 2018

SPARAXIS TRICOLOR


Estas últimas chuvas, tão longamente apetecidas, são uma benção. 


Mas as terras estão ficando saturadas. E se pesam quando as queremos revolver...


Então, os trabalhos de jardim e horta estão de algum modo a ficar adiados.


Há, porém bulbosas como as liliáceas das fotos, que estão no solo desde Novembro.   Elas resistem indiferentes às persistentes chuvadas de agora, como já antes resistiram às geadas. Conspícuas, manifestam a mesma explosão de cor de sempre. Um espanto!

quarta-feira, 7 de março de 2018

O PROBLEMA DA HABITAÇÃO, ainda


                 PRIMAVERA

      E TUDO ERA POSSÍVEL

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder de uma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer

(Rui Belo, Obra Poética, Edit. Presença, Vol. 1, 2ª edição, 1984, Lisboa, pág. 171.)