Diamantes de gelo, ora cristalino, ora baço contrastam com o negro das areias da praia. O horizonte vasto, mar, céu e nuvens, vento, por vezes até chuva, e o marulhar quebrado nas pequenas massas geladas que aqui e ali se entrechocam. Cresce a confiança, o relaxamento. Mas também não há como negar o risco. Nenhum lugar está ao abrigo: ondas fatídicas, as famosas "sneaker waves", podem formar-se num instante. Águas e pedaços de gelo podem sem aviso subir em turbilhão e varrer toda a praia. Contemplar sim, mas cuidando-se.
Viver na aldeia os anos da reforma. A horticultura e a jardinagem. Guardar a criação. Conhecer-se cuidando. Semear ainda. Partilhar os frutos.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
LAGOAS em CRESCENDO
O recuo dos glaciares dá origem a lagoas. De ano para ano e pelo menos desde 1932 esse movimento vem ampliando a superfície das águas. Nessa época a camada de gelo era bem espessa. Entretanto, pedaços de gelo espectaculares continuam a desprender-se do glaciar formando icebergues que brilham como diamantes. E há vida: dezenas de focas dispõem de variados recursos em peixe como o arenque, a truta e, por vezes até salmão, além de pequenos crustáceos, como o krill. As aves aproveitam o verão para nidificarem. Actualmente a lagoa da foto já mede 20 Km2 de superfície. E continua a crescer.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
QUANTO VALE UM LÍQUEN?
Tapetes de musgo, pequenas ervas, algumas flores e arbustos rasteiros cobrem o chão de lava, cinzento prateado, azul e branco.
Há, no entanto pequenas clareiras despidas. O musgo pode facilmente ser danificado por pegadas ou rasto de pneus. E a reposição natural pode demorar décadas ou até centenas de anos.
Em lugares húmidos e expostos ao sol directo, combinado com musgos, pode surgir uma variedade única de líquen (à primeira vista dir-se-ia um musgo), o líquen da Islândia (Cetraria islandica), adaptável mesmo a solos rasos e estéreis. Claro que tem a protecção legal, facilmente respeitada: aqui a natureza é objecto de verdadeiro culto.
Em lugares húmidos e expostos ao sol directo, combinado com musgos, pode surgir uma variedade única de líquen (à primeira vista dir-se-ia um musgo), o líquen da Islândia (Cetraria islandica), adaptável mesmo a solos rasos e estéreis. Claro que tem a protecção legal, facilmente respeitada: aqui a natureza é objecto de verdadeiro culto.
sábado, 21 de outubro de 2017
LENDAS NÓRDICAS
Onde o arco-íris toca o chão, há um pote de ouro. De quantas grossas moedas cintilantes? Simplesmente, inesgotáveis. Porém, apenas alguém irrepreensivelmente honesto, trabalhador incansável e de coração sem mácula, poderá abeirar-se dele sem risco. Tratando-se de alguma má pessoa, à simples aproximação, cairá fulminado como por um raio.
Fascinante, sim! Verdadeiramente, é inalcançável.
Assim fala a lenda nórdica. Lenda! Mas, à cautela, guardemos a prudente distância.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
HABITAÇÃO, em terras de fogo e gelo.
Glaciares repousam sobre fogo. Para além da aparência tranquila, o meio envolvente é explosivo. E até nele continua o homem buscando lugar para a sua habitação.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
TERRA de FOGO e GELO; da possível agricultura.
Por ali, a superfície cultivável é de, apenas, 1% do território e está circunscrita às terras baixas. A época de cultivo é naturalmente muito curta.
Em campo aberto, há espaço para pastos, aliás excepcionalmente nutritivos, para o centeio e a cevada e também para a batata, cenoura, couve ou nabo. Em estufas, aquecidas a energia geotérmica, cultivam-se o tomate, o pimento ou a abóbora e flores de corte.
Saliente-se que o clima frio torna as pestes por insectos praticamente inexistentes. Assim, podem os agricultores dispensar o uso de agro-químicos. Nos tempos que correm é uma vantagem nada despicienda.
Apesar da presença da neve no cimo da montanha (trata-se, afinal, de um glaciar) a foto é de um dos últimos dias de verão.
Em campo aberto, há espaço para pastos, aliás excepcionalmente nutritivos, para o centeio e a cevada e também para a batata, cenoura, couve ou nabo. Em estufas, aquecidas a energia geotérmica, cultivam-se o tomate, o pimento ou a abóbora e flores de corte.
Saliente-se que o clima frio torna as pestes por insectos praticamente inexistentes. Assim, podem os agricultores dispensar o uso de agro-químicos. Nos tempos que correm é uma vantagem nada despicienda.
Apesar da presença da neve no cimo da montanha (trata-se, afinal, de um glaciar) a foto é de um dos últimos dias de verão.
domingo, 8 de outubro de 2017
TERRA de FOGO e GELO ( THE LAND OF FIRE AND ICE)
Muito ao norte, Europa ainda, a vegetação composta maioritariamente de musgos e líquenes é fraca e dispersa ou inexistente. Melhora nas terras baixas junto às ribeiras, onde se acumulem pedras, seixos, areias ou barros. Por aí as surpresas podem ser o musgo candelária em flor, caméfitos como a silene uniflora, ou até salgueiros. Há tentativas de introduzir algumas variedades de lupinos (família do tremoço) em solos um pouco mais fundos. Admite-se que, no início do povoamento, largas áreas destes solos tenham sido ocupadas por florestas de bétulas (vidoeiros). Definitivamente, a velocidade com que foram destruídas pelo uso do homem não foi compensada pela regeneração natural. Histórias que ainda hoje se repetem por outras latitudes.
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