sábado, 7 de abril de 2012

VACCINIUM MYRTILLUS (MIRTILO)

16 de janeiro de 2012: plantação de um mirtilo, arbusto da família das ericáceas, a mesma da azálea. Pretendo saber se vai ou não adaptar-se ao solo e microclima do quintal, não para produção comercial já se vê, mas tão só para o valorizar com mais uma variedade de pequenos frutos que tanto aprecio. O exemplar plantado é demasiado ramalhudo para meu gosto mas espero vir a corrigir a estrutura na poda do próximo inverno.


Em meados de fevereiro surgiram os primeiros gomos.


Em breve começou a vestir-se de folhas e apareceram os primeiros cachos de flores.


As flores são verdadeiras lanterninhas brancas invertidas, muito delicadas. A quantidade surpreendeu-me mas ainda é demasiado cedo para extrair conclusões.


A fertilização está em curso. Os frutos começam a tomar forma. Se tudo correr como espero para o ano instalarei várias plantas de mirtilo. Irei dando notícias.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

LUNARIA ANNUA (LUNÁRIA, MOEDA-DO-PAPA)


A lunária adveio ao jardim numa daquelas dádivas recíprocas que os jardineiros amadores tanto praticam com vantagem.


Até agora, cultivavamos uma ou outra lunária isoladamente de entre as que espontâneamente nascem a partir das sementes. O que mais nos encantava na lunária mais do que as flores era a forma especial dos frutos secos em forma de larga moeda oval achatada e translúcida que persistem mesmo depois da disseminação das sementes.


Este ano a minha mulher apostou num maciço de lunárias. Foi recolhendo as sementes, depositou-as sobre uma folha de jornal para continuarem a secar e endurecer e finalmente lançou-as à terra num local húmido e sombrio. Em boa hora. Os resultados estão à vista.


A lunária é uma herbácea de folha caduca, pouco exigente e muito fácil de cultivar. Em jardim é bianual e parece-me  que no segundo ano os ramos são mais largos e melhor estruturados. Depois morre não sem antes largar as sementes.

Fotos das flores de 1 de Abril de 2012, no jardim.


File:LunariaAnnua1.jpg


Sementes na foto ao lado -gentileza de Christian Fischer, in Wikipedia, file LunariaAnnua1.jpg  

quinta-feira, 5 de abril de 2012

CONTROLO de INFESTANTES ou o SUJO e o LIMPO


Antes: algumas ervas pontuam a sementeira. Nada demais. E, além disso as culturas têm um aspecto saudável. Mas a concorrência das infestantes não me agrada. Ponho a mão na consciência, peso o in e o out. Sim, conheço o preço para um quase nulo ou incerto resultado mas mais vale um gosto que três vinténs. Ora, isto é uma escolha minha (um imperativo categórico ou uma mania, tanto faz!). Tão manifesta e anacronicamente subjectiva que não me atreveria sequer a sugeri-la a alguém, nem que fosse o pior inimigo: isto de arrancar à unha, uma à uma, cada infestante que surja no canteiro não lembraria ao mafarrico. Mas dá comigo. Note-se que este mais não é que é um canteiro de sobras. Que importa: ia agora deitar para o lixo boas sementes de tremoço, fava e ervilhas só porque não couberam nos talhões próprios... Na senhora, não estamos em tempo de desperdícios, é de crise! Haja vergonha. Não manda a troica para produzir e poupar ... ou foi outro mandão antes dessa? Já nem me recordo bem mas para o efeito tanto faz.

Depois: o canteiro no seu potencial de produção é ainda o mesmo. Mas, esteticamente agrada-me mais, pronto. Estou cansado mas feliz: objectivo alcançado. Não pedi a ninguém que o fizesse. Fi-lo eu e não me arrependo. Se vierem uns pinguinhos às hortas como insistentemente vem anunciando os metereologos (sem que os factos lhes confirmem as previsões), daqui por umas semanas haverá mais infestantes para arrancar ... 
E poderia multiplicar os exemplos. Aqui o antes de favas e ervilhas. 

E o depois. O limpo (definitivo): aqui tão perto e ainda assim tão longe...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

BICHEZAS NA MINHA HORTA II


A ameixeira nova terminou a floração. Começam a destacar-se os frutos. Mas não acabam os problemas.
Nas fotos de cima a lagarta é a mesma. Na primeira é preta e verde. Colocada na palma da mão passou instantaneamente a cinzenta.
É certo que o contributo de várias bichezas para a limpeza de outras é muito relevante. Em perspectiva alargada dir-se-á que tendem para o equilíbrio. Mas na realidade não há empates técnicos. As colónias de pragas expandem-se por vezes a uma velocidade tal que a partir de um certo limiar acabam por vencer em toda a linha pelo menos pelo tempo suficiente para deixarem estragos significativos que podem chegar à morte da planta e, no limite, do pomar inteiro.
Um primeiro trabalho é sabermos com quem estamos a lidar. Não é nada fácil para leigos e é pena que as estações de aviso não sejam mais formativas. Uma ajuda importante pode ser a colaboração de praticantes curiosos embora sem formação técnica agrícola como também sou. Foi o caso de ontem (ver os comentários na edição de ontem) com a colaboração exacta e a tempo do generoso blogue www.plantasdofarol que recomendo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

BICHEZAS NA MINHA HORTA, LAGARTAS


Lamento muito mas se de horticultura pouco sei, de lagartas sei nada. E, no entanto,

elas povoam abundantemente as hortas e jardins. Nesta altura de sementeiras há que remexer a terra.  Do subsolo surgem muitas, variadas e estranhas bichezas. Mas bonitas, sempre. A lagarta das fotos acima estava pousada sobre a folha de alface, roendo pausadamente. Não me recordo de antes ter visto lagartas nas folhas das alfaces. Que lagarta? Procurei, procurei e fico sem saber o nome do bicho.

O que se pode dizer é que, em geral, podemos relacionar lagartas com borboletas, sendo aquelas uma das metamorfoses  até ao insecto adulto. Os lepidópteros, vulgo borboletas, passam por quatro fases diferentes: ovo, lagarta, crisálida e insecto adulto. Geralmente os ovos hibernam e com as temperaturas baixas interrompe-se o desenvolvimento do embrião. Na primavera, quando a temperatura aumenta, prossegue e finaliza.  Nasce a larva cuja vida é comer quanto possa e evitar ser comida.

Esta lagarta alaranjada,  foi surpreendida no ataque ao faval. Também não consegui ainda identificar este verdadeiro carro de assalto. Quem quererá ajudar?

As fotos são de ontem no quintal.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

FREESIA X HYBRIDA (FRÉSIA) II


Há cerca de quinze dias referi-me a algumas frésias antigas que libertei sufocadas que estavam pela relva e pelos caules e raízes de arbustos. Depois de cuidadas não tardaram a dar flor. Mas, claro, continuam um tanto mirradas no seu desenvolvimento o que não pode surpreender.


Podemos hoje compará-las às demais frésias que foram criadas e cuidadas no seu espaço próprio. É manifesto o bom desenvolvimento destas plantas.


No começo do outono passado comprei frésias a granel (além de vários outros bolbos) na cooperativa, a preço acessível  e logo as plantei. Convêm-lhes a exposição ao sol ou a meia sombra. A profundidade da plantação foi de mais ou menos cinco centímetros e o espaçamento de cerca de dez.


Trata-se de flores muito perfumadas. Nascem em espigas tubulares ou campanuladas. As cores mais comuns são o amarelo e o branco. Mas o vermelho também existe para pontuar forte um maciço amarelo ou branco. Também as há de cor laranja, rosa, malva e púrpura e bicolores. As folhas são verdes, estreitas e em forma de espada.
A reprodução é feita por divisão dos bolbos que se devem retirar da terra após a floração. Mas nós deixamo-las na terra e em princípio voltarão a dar flor sem problemas. De tempos a tempos compramos novos bolbos pois os velhos tendem a degenerar.

domingo, 1 de abril de 2012

CYTISUS SCOPARIUS (GIESTEIRA)


Giestas no jardim? Porque não?


Nos tempos da minha infância giesta ao pé da porta só seca para queimar na lareira ou no forno do pão ou na cama do gado ou na estrumeira (hoje, em português politicamente correcto dir-se-ia, no "composto"). Aqui eram sabiamente escolhidas pelo seu alto poder na fixação do azoto no solo através de uma relação de simbiose com a bactéria Rhizobium. Combinadas com o tojo eram imprescindíveis nas montureiras.


Ah! E também eram usadas como vassouras.

Esta planta vivaz é uma leguminosa (fabaceae). Floresce entre fins de março e junho. Adapta-se a qualquer tipo de solo mas prefere os terrenos arenosos e secos expostos ao sol. Resiste muito bem à seca. Pode tornar-se infestante. As variedades Firefly e Andreanus apresentam flores de cor vermelha alaranjada como nas fotos e são mais usadas em jardim do que as tradicionais amarelas (Moonlight). Já não vamos mais ao mato: o mato veio ter connosco a nada menos que aos jardins...
Voltaremos quando da plena floração. Aí o tom das flores poderá não ser o mesmo de hoje

Fotos de ontem, no jardim.