terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CRESCIMENTO PACIENTE DA FLOR


Dia 28 de Janeiro de 2012. 1 Debaixo do céu há momentos para tudo, e tempo certo para cada coisa: 2 Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar as plantas.


Dia 31 de Janeiro de 2012. 3 Tempo para matar e tempo para curar. Tempo para destruir e tempo para construir.


Dia 3 de Fevereiro de 2012. 4 Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para gemer e tempo para bailar.


Dia 4 de Fevereiro de 2012. 5 Tempo para atirar pedras e tempo para apanhar pedras. Tempo para abraçar e tempo para se separar.


Dia 6 de Fevereiro de 2012. 6 Tempo para ganhar e tempo para perder. Tempo para guardar e tempo para deitar fora.

Eclesiastes 3, 1-6

Fotos nas datas indicadas, no jardim.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

GEADA NEGRA


Agora é a sério. Durante o dia tem estado um céu luminoso. Os raios solares aquecem plantas e solo que absorvem e conservam calor. A partir do fim da tarde e durante noites e madrugadas de céu limpo, as plantas começam a perder por radiação o calor armazenado não compensado pela que recebem da atmosfera. A temperatura ao nível das células dos vegetais é inferior à do ar em alguns graus. Em torno dos zero graus centígrados, o vapor de água presente na mistura do ar condensa em pequenas gotas. Pode agora solidificar como geada.


A geada, portanto, não cai. Forma-se na superfície do solo e das plantas como as gotas na bordas do copo.


De manhã, o sol volta a brilhar. As trocas de radiação são agora progressivamente mais favoráveis à planta. Houve danos ao nível das células? Qual a extensão dos danos? Sobreviverá?


A flor, cerca do meio-dia.


Nesta foto, ainda com ampliação, vê-se como são ténues e aparentemente frágeis os seus caules. No entanto que elasticidade, que resistência!

Fotos de ontem no jardim. Voltaremos à planta e às geadas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

VERBASCUM (VERBASCO)


Há meses que procurava identificar esta bela planta que fotografei em setembro de 2011, na Galiza, em um dos magníficos passeios a pé, com excelente companhia. Encontramo-la à beira de um caminho, perto de terrenos cultivados (à época, sobretudo a milho) e matos, numa zona húmida atravessada por pequenos regatos.


Estou convencido que se trata do verbascum virgatum. De acordo com a Flora Digital de Portugal pertence à família das scrophulariaceae.

Esta herbácea atinge cerca de um metro e vinte centímetros de altura e as flores amarelas destacam-se bem do diversificado fundo verde que as envolvem. As folhas formam uma roseta na base e depois são alternadas ao longo dos caules. As gemas de renovo situam-se na superfície do solo. O fruto é uma cápsula.


Admito já me ter cruzado em Portugal com esta planta, porém, em ambientes secos onde talvez não apresente este aspecto mimado das zonas ribeirinhas onde as flores parecem maiores e as folhas mais largas.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ASPARAGUS SETACEUS (ESPARGO-FETO, ESPARGO-PLUMOSO)


O espargo plumoso é uma planta decorativa cultivável em jardim. Também pode ser criado em interior onde é comum chamarem-lhe espargo-feto não obstante ser mais aparentado com o lírio. Não estamos, pois, a falar do asparagus officinalis de horticultura, cujos rebentos são muito apreciados.
Os caules embora finos, são resistentes.  Os raminhos são lançados para fora. Por isso as floristas usam-nos na composição de raminhos de flores.
Quanto me recordo, estas plantas habitam o nosso jardim. E só na adolescência conheci a planta do espargo comestível no quintal do meu amigo Alberto. A recordação sugere-me um novo ensaio de cultura na horta...

O espargo encostado a um muro que o protege do sol directo, encarrega-se de se propagar pelas imediações. Tem este aspecto delicado e frágil mas aguenta-se bem no frio. No verão partilha as regas do vizinho relvado. Também dá flores insignificantes e pequeninas. Das flores surgem bagas. A partir de uma certa altura do caule torna-se trepadeira e ultrapassa o cimo do muro que tem um pouco mais de um metro de altura.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

GRAPTOPETALUM PARAGUAYENSE (planta-fantasma, planta-pérola)


Porquê, hoje, uma suculenta? São plantas adaptadas para viverem em ambientes áridos e secos. Gostam naturalmente da exposição directa ao sol e mesmo no alto verão prescindem de regas continuadas pois armazenam grandes quantidades de água, para o que der e vier.


A flor! A primeira flor do ano! Em 2 de fevereiro! Que beleza e que requinte.


Temos várias, no jardim. Esta está abrigada debaixo do telheiro voltado a sul. Também nas demais que habitam o jardim a céu aberto se notam já lançamentos de novos rebentos, visíveis na primeira foto. Antecipação da primavera? Melhor diria, antecipação do verão!
Por agora foi apenas partilhar convosco a alegria desta inesperada flor. Voltaremos à graptopetalum.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

GERANIUM (GERÂNIO), PRIMEIRA FLOR DO ANO


Que flor é esta? Dir-se-ia uma rosa em botão. Um doce a quem identificar já a flor de cima.


Atenção às folhas. Decididamente as folhas não são de roseira... Ainda um doce se conseguir acertar agora.


Sardinheira? A folha parece ser de sardinheira ou gerânio. Será?


Esta foto é de princípios de setembro último. Todos identificamos nela o gerânio. Pois os botões das primeiras fotos, tiradas há dois dias, no jardim, pertencem à mesma planta desta floreira, quatro meses depois. São flores, em botão, de gerânios sim, senhores!


A mesma flor, há minutos. Encolhidita? Pudera! Brrrr...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MAHONIA BEALEI, PROMESSA


Desculparão a insistência com que enfatizo os sinais de renovo  sob este vasto fundo de dormência.


Esta opção, admito, fala mais do escrevinhador do que dos objectos da escrita. Pois se esta circularidade no tempo é certa, não é menos que preferimos geralmente a luz clara dos dias maiores,  a amenidade ao frio ... a primavera ao inverno.

Preferimos sempre o melhor. E não convindo negar a inevitabilidade dos tempos, usamos a especial capacidade de antecipar o futuro. Natural, pois, que não de lanterna na mão à maneira de Diógenes de Laércia mas, de máquina fotográfica continue buscando (e divulgando) os indícios ainda ténues, mas seguros, da inevitável primavera.

Nas fotos de ontem a mahonia, com manifesta energia, desperta . Acompanharemos.