segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CHELIDONIUM MAJUS (CELIDÓNIA, ERVA ANDORINHA, ERVA DAS VERRUGAS)


Mais comum no noroeste português, encontra-se nos solos frescos de matas e orlas dos bosques entre março e setembro.


O povo das aldeias usava-a para eliminar as verrugas das mãos. Resta saber se existiria relação de causa-efeito naqueles casos em que a verruga efectivamente desaparecia após a aplicação do seu suco.


Uma coisa é certa: estas plantas não são inofensivas se aplicadas sobre a pele ou ingeridas.


Mas que são muito belas e sofisticadas, é indiscutível. Não acham?

Fotos da primeira quinzena de setembro, na orla duma mata no Minho.

domingo, 18 de dezembro de 2011

LINARA TRIORNITHOPHORA (ESPORAS BRAVAS, PASSARINHOS)


Herbácea da família das scrophulariacea, mais comum nas matas e orlas dos bosques do noroeste português e também na Galiza. É endémica. 

Floresce entre abril e setembro, em pleno sol mas tolera bem a meia sombra. As flores dispõem-se em verticilos formando uma inflorescência. Com as cinco pétalas soldadas compõe um tubo que é amarelo no interior.

Na primeira das fotos pode ver-se uma secção do caule e folhas verde-cinza-azulados. Não se lhe vêm ramos.


A flor no topo do caule, em forma de cálice é de cor rosa intenso ou violáceo. Convite aos insectos polinizadores para saborear os tesouros de néctar que guarda em reservatório tão apropriado. O fruto é uma cápsula.

Fotos da primeira semana de setembro, na região de Pontevedra, Galiza, Espanha.

sábado, 17 de dezembro de 2011

ERIOBOTRYA JAPONICA (NESPEREIRA) EM FLOR


As nespereiras entraram aqui em floração. È curioso que uma árvore de fruto tão delicado escolha o final do outono, princípio do inverno para florirem. Algumas só o farão um pouco mais para a frente.


Nas folhas notam-se vestígios da calda bordalesa que lhes apliquei em 2ª volta, em 26 de novembro aquando do tratamento dos citrinos.


Começam a aparecer também os primeiros frutos. Mas daqui até à colheita muita água correrá debaixo das pontes... e toda esta chuva não é favorável para o melhor êxito da floração. Até agora esta árvore não deu ainda frutos de qualidade. Trata-se de uma nespereira nascida espontâneamente no quintal que é muito atacada pelo pedrado. Começa por se manifestar nas folhas onde surgem manchas que vão alastrando e acabam por ficar negras. As folhas deformam-se. O pedrado ataca também as inflorescências, mirrando as flores que acabam por secar. Igualmente ataca os frutos que na sequência acabam por cair, sem aproveitamento algum.


O fungo do pedrado persiste de uns anos para os outros nas folhas caídas no outono e ainda nos gomos e nos ramos. Não há outra saída senão aplicando um fungicida cúprico antes do abrolhamento dos gomos para evitar a fitotoxicidade. Esta árvore cresce muito rapidamente funcionando igualmente como decorativa. Há quem faça nesta altura grandes arranjos de flores a partir de ramos floridos da nespereira que podem entrar pela quadra do Natal.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

OXALIS (ERVA AZEDA, AZEDINHA


As azedinhas tornam-se mais notadas no jardim do que na horta. Na horta têm de contar com a concorrência das demais infestantes. No jardim o controle das infestantes é mais fino... mas enquanto o comum das infestantes pode ser arrancada na íntegra, já as azedinhas teimam em deixar no solo os seus muitos bolbilhos profundamente enterrados que podem permanecer adormecidas durante anos. Ir arrancando sempre os indivíduos isolados mesmo que alguns bolbos permaneçam irá enfraquecendo a planta e é bem melhor que recorrer a químicos. 


Estas herbáceas são muito resistentes mas igualmente sensíveis às geadas.


Há inúmeras variedades de azedinhas. Já aqui trouxemos a oxalis pés-caprae (erva-pata, erva canária, trevo azedo), de flor amarela e a mais abundante nos terrenos cultivados.


Também se encontram aqui a oxalis debilis e a oxalis articulata entre um lilás claro e um lilás forte.


Em crianças provávamos o gosto azedo destas ervas. Demasiado azedo, afinal.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ARBUTUS UNEDO (MEDRONHEIRO)


Lembram-se do medronheiro? Já em setembro o trouxe aqui. É um arbusto da família das ericáceas e o nosso exemplar cresce no quintal há vários anos. Já não apresenta nenhum dos frutos da época anterior. Pois agora o medronheiro está em plena floração: uma explosão de flores! Nunca tinha dado tanta flor!


As flores do medronheiro são hermafroditas e formam inflorescências em cachos pendentes. Coexistem muitas vezes com os frutos. E frutos em diferentes graus de maturação. Não é o caso agora, como referi.






Relacionariam os medronhos com estas flores?

Com excepção da última que é de outubro, as demais fotos são da manhã de 14 de dezembro de 2011, no quintal.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ERA UMA VEZ.... VILLA ROMANA DO RABAÇAL


Vestígios da ocupação no território antigo de Portugal: Rabaçal, nas terras de Sicó, no concelho de Penela, distrito de Coimbra a 12 quilómetros para sul da conhecidíssima cidade romana de Conímbriga. Visitando Conímbriga não deixe de visitar Rabaçal, Mãe de Água de Alcabideque, villa romana de Santiago da Guarda, torre medieval, solar dos Condes de Castelo Melhor, Castelo de Penela, Castelo do Germanelo e a área circundante.


Uma das estações do ano.


Parte da villa urbana, residência de férias dos senhores, com peristilo octogonal.




Aspectos da rica decoração da villa urbana.


Das instalações anexas, vestígios dos celeiros, lagar, estábulos, balneário.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

EUPATORIUM CANNABINUM (EUPATÓRIO, TREVO CERVINO, EUPATÓRIA-DE-AVICENA)


Herbácea que pode atingir um metro e cinquenta centímetros de altura. Cresce em zonas ribeirinhas sejam matas ou pastagens, perto de valas e margens de rios ou em outros lugares húmidos e bosques e pode encontrar-se no centro e norte de Portugal.


As plantas do trevo cervino são ou apenas masculinas ou apenas femininas. Num maciço encontram-se de umas e outras. 


 As flores reúnem-se em inflorescências, de tom rosado ou avermelhado. Floração de junho a setembro.


 Cada fruto envolve uma única semente. A planta é usada em chás a partir de folhas secas para combater gripes e constipações. Mas esta como qualquer outra planta não deve ser utilizada sem um conhecimento seguro das propriedades e dos seus efeitos. E mesmo quanto às plantas recomendadas há que ter em conta os limites em quantidades e frequência das tomas em relação a cada consumidor. De outro modo podem correm-se riscos graves para a saúde e vida. Por mim nunca tomei esse chá nem tenho intenção de o fazer. As fotos foram tiradas no início de setembro na Galiza.