As geadas resumem-se agora à manhã. Os dias são mais longos e luminosos, a temperatura sobe. As espessas camadas de neve e gelo começaram a fundir-se, aumentando o caudal do rio. Impulsivo, faz colidir as placas geladas. É o anúncio da primavera tão desejada.
Viver na aldeia os anos da reforma. A horticultura e a jardinagem. Guardar a criação. Conhecer-se cuidando. Semear ainda. Partilhar os frutos.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
domingo, 27 de janeiro de 2019
RECRIAÇÃO do ESPÍRITO do PASSEIO DE DOMINGO A QUE NÃO FUI.
Tão - balalão,
Soldado ladrão,
Menina bonita
Não tem coração.
Tão - balalão,
Senhor capitão,
Espada na cinta
Sineta na mão.
Tão - balalão,
Cabeça de cão,
Cozida e assada
No meu caldeirão.
Tão - balalão,
Senhor Capitão
Orelha de porco
Pra comer com feijão.
(Conta avó, conta! Lengalenga que a avó me cantava com a história "Pato aqui, pato ali, Filha de rei andar por aqui Foi coisa que nunca vi")
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
AO SOL de INVERNO
Do cimo da leve colina ao sol que brilha generosamente em tarde de inverno, estendem-se vinhedos de largo compasso, em repouso vegetativo bem merecido. As folhas caíram, a seiva desceu. O solstício foi há apenas uns dias. Não há garantia de perdurabilidade para este céu único. Aproveitemos, então. A primavera não demorará...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
RETOMANDO ALENTO
O Paiva, rio de águas bravas, do planalto da Nave, Serra de Leomil, a cerca de 1.000 m de altitude, até Castelo de Paiva, na margem esquerda do rio Douro, aqui deslizando placidamente por entre carvalhais (carvalho-alvarinho), amieiros e freixos, nos derradeiros dias de Dezembro passado.
sábado, 22 de dezembro de 2018
acerca de um pobre príncipe esfarrapado
Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.
Natal Chique, Vitorino Nemésio.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
TRANSIÇÕES
Surgiram estrategicamente no meio de campos de centeio, cevada ou trigo, pontuados por oliveiras e amendoeiras, abrigo de pombos que encontravam alimento no restolho dos cereais.
A carne das aves complementava a dieta dos lavradores. Por outro lado, a alimentação natural dos pombos possibilitava um estrume especialmente rico em azoto (muito superior ao do gado vacum ou equino) que era aplicado nos campos. Mas, a pouco e pouco, extensos vinhedos plantados em socalcos substituíram as culturas tradicionais do Vale do Côa. Já não há novos pombais e a maior parte dos antigos foi tomada pelas silvas. Sobram aqueles que o gosto ou o capricho dos proprietários vão mantendo, a par dos não menos belos muros de pedra solta.
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