Viver na aldeia os anos da reforma. A horticultura e a jardinagem. Guardar a criação. Conhecer-se cuidando. Semear ainda. Partilhar os frutos.
domingo, 27 de janeiro de 2019
RECRIAÇÃO do ESPÍRITO do PASSEIO DE DOMINGO A QUE NÃO FUI.
Tão - balalão,
Soldado ladrão,
Menina bonita
Não tem coração.
Tão - balalão,
Senhor capitão,
Espada na cinta
Sineta na mão.
Tão - balalão,
Cabeça de cão,
Cozida e assada
No meu caldeirão.
Tão - balalão,
Senhor Capitão
Orelha de porco
Pra comer com feijão.
(Conta avó, conta! Lengalenga que a avó me cantava com a história "Pato aqui, pato ali, Filha de rei andar por aqui Foi coisa que nunca vi")
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
AO SOL de INVERNO
Do cimo da leve colina ao sol que brilha generosamente em tarde de inverno, estendem-se vinhedos de largo compasso, em repouso vegetativo bem merecido. As folhas caíram, a seiva desceu. O solstício foi há apenas uns dias. Não há garantia de perdurabilidade para este céu único. Aproveitemos, então. A primavera não demorará...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
RETOMANDO ALENTO
O Paiva, rio de águas bravas, do planalto da Nave, Serra de Leomil, a cerca de 1.000 m de altitude, até Castelo de Paiva, na margem esquerda do rio Douro, aqui deslizando placidamente por entre carvalhais (carvalho-alvarinho), amieiros e freixos, nos derradeiros dias de Dezembro passado.
sábado, 22 de dezembro de 2018
acerca de um pobre príncipe esfarrapado
Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.
Natal Chique, Vitorino Nemésio.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
TRANSIÇÕES
Surgiram estrategicamente no meio de campos de centeio, cevada ou trigo, pontuados por oliveiras e amendoeiras, abrigo de pombos que encontravam alimento no restolho dos cereais.
A carne das aves complementava a dieta dos lavradores. Por outro lado, a alimentação natural dos pombos possibilitava um estrume especialmente rico em azoto (muito superior ao do gado vacum ou equino) que era aplicado nos campos. Mas, a pouco e pouco, extensos vinhedos plantados em socalcos substituíram as culturas tradicionais do Vale do Côa. Já não há novos pombais e a maior parte dos antigos foi tomada pelas silvas. Sobram aqueles que o gosto ou o capricho dos proprietários vão mantendo, a par dos não menos belos muros de pedra solta.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
TERRAS ALTAS. FRIO? QUAL FRIO?
Tardam os nevões, mas esta pequena vaca não os teme vestida como está com o seu casaco espesso. Nas terras altas, onde os pastos escasseiam, pode alimentar-se de plantas que outro gado recusaria e suportar condições climatéricas a que outros não sobreviveriam. Naturalmente preparadas para o frio não carecem tanto de acumular gordura. Por outro lado o declive natural do terreno propicia o desenvolvimento de bons músculos. A vaca adulta pode pesar 500 Kg e o boi 800 Kg com uma excelente qualidade de carne.
Em natureza, estes animais têm uma esperança de vida de 20 anos. São muito dóceis. Há que ter em conta, porém, o zelo exagerado na protecção das crias. Hoje em dia, a procura de um bom bife magro de gorduras desperta o interesse comercial na criação deste gado. Não há, assim, risco de extinção, bem ao contrário do bisonte ou mamute com quem são manifestamente aparentados.
Em natureza, estes animais têm uma esperança de vida de 20 anos. São muito dóceis. Há que ter em conta, porém, o zelo exagerado na protecção das crias. Hoje em dia, a procura de um bom bife magro de gorduras desperta o interesse comercial na criação deste gado. Não há, assim, risco de extinção, bem ao contrário do bisonte ou mamute com quem são manifestamente aparentados.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







