segunda-feira, 13 de agosto de 2018

ADENIUM OBESUM (ROSA-do-DESERTO, DESERT ROSE PLANT)


 Planta suculenta particularmente resistente à secura, o Adenium  ainda sem folhas, está em flor na primeira parte da estação seca, continuando florido até ao início do outono. A flor tem semelhança  com a do oleandro. No seu meio natural é uma pequena árvore ou um largo arbusto, podendo alcançar os 4 metros de altura. A base do tronco é arredondada, semelhante à do embondeiro e serve para acumular reservas de água. As folhas são espessas, brilhantes, verde cinza. Pode ser encontrada na região subsariana e na zona oriental de África, bem como na Ásia.


Aqui, em miniatura na forma de arbusto, ocupando um espaço apertado, podendo viver muitos anos dentro de casa em local bem iluminado onde a temperatura não desça abaixo dos dez graus centígrados. Não suporta o excesso de rega. 


Na foto acima, uma árvore frondosa no seu meio natural exposta a um sol directo e uma temperatura a rondar os 40 graus centígrados. A planta é tóxica. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

LUNARIA ANNUA


Tenho Fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.


(...)
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles, Flor de Poemas, Lua Adversa, Vaga Música, companhia josé aguilar editora, Biblioteca Manancial, 2ª edição, Rio de Janeiro, 1972, pág. 95.

domingo, 29 de julho de 2018

NENÚFAR ( WATER LILY)


Magníficas, mas efémeras! A flor do nenúfar, com 25 ou mais pétalas, permanece luxuriante durante 3 a 5 dias, aberta durante o dia e fechada à noite, após o que o caule flecte e a flor, já sem viço, mergulha.  


No primeiro dia, a flor produz perfumes que atraem os insectos em busca do néctar açucarado. No segundo e terceiro dias produz pólen. As sementes irão amadurecer dentro do ovário após o mergulho forçado. Finalmente dispersar-se-ão, arrastadas pela corrente. Flores efémeras, flores eternas...

segunda-feira, 23 de julho de 2018

ARECA CATECHU (PALMEIRA CATECHU, BETEL NUT PALM)


 A palmeira catechu está muito difundida  em ambientes tropicais permanentemente húmidos do sul da Ásia. São regadas onde as chuvas não são regularmente distribuídas ao longo do ano. O tronco é singular, muito elegante, coroado por uma copa vistosa de 8 a 12 lançamentos arqueados. 


Pode alcançar entre os 20 e os 30 metros de altura e os 25 a 40 cm de secção. As flores são unissexuais mas em cada inflorescência podem encontrar-se flores macho e flores fêmea. Os frutos são drupas fibrosas.  


Em várias regiões da Ásia, o consumo das sementes faz parte da cultura e tradição  dos povos. No entanto, cria dependência e, qualquer que seja a quantidade usada, representa sempre um grave risco para a saúde.  Na foto: no passeio de uma rua, algures no Vietname, um exemplar usado como árvore decorativa. Uma beleza sem dúvida conseguida, insinuante quanto baste, mas apenas para contemplar.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

RHYNCHOPHORUS FERRUGINEUS: uma cambada vil.


Com origem nos climas tropicais da Ásia e Oceânia, eis o escaravelho que está a destruir as palmeiras e de modo particular a palmeira tamareira (Phoenix dactylifera), a Palmeira-de-Leque (Washingtonia filifera) ou a Palmeira-das-Canárias (Phoenix canariensis). Na foto, um exemplar passeia-se junto a mais uma vítima do seu apetite voraz.


Chega-se a ouvir o som das mandíbulas destes insectos triturando o gomo apical das palmeiras, no mais íntimo e resguardado da planta. Mas, nessa altura, denunciando já sem remédio a sua presença.


E, então, não há tratamento fitossanitário que valha. Resta cortar rapidamente a árvore e queimar, triturar ou enterrar  profundamente todo o material vegetal resultante, de modo a destruir insectos adultos, larvas   e casulos que de outro modo continuarão a alastrar por  palmeiras que restam. Na foto um dos vilões abrindo caminho para o interior da árvore. Mas que cambada!

terça-feira, 10 de julho de 2018

LEUCOPHYTA BROWNII (CUSHION BUSH)


Adveio ao jardim  por compra no ano passado  a um grossista de plantas e árvores ornamentais. Passou bem o inverno no vaso colocado por debaixo da tangerineira, mantendo a folhagem. Espera-se que continue adaptada. 


Folhas minúsculas de forma linear e inseridas como escamas, bem encostadas aos caules, umas e outros cobertos por uma espécie de cera a branco prateado e cinza.



Um emaranhado denso de caules derivando em ramificações, uma fina rede que no todo denso ganha uma forma arredondada. A planta poderá crescer até formar um arbusto-anão.


No cimo das brotações as inflorescências globulares agrupando flores minúsculas em capítulo, nos tons ainda de branco prateado na fase de botão e posteriormente também com toques de amarelo dourado. Dá-se bem em zonas costeiras, tolerando ventos e brisas salgadas. São-lhe favoráveis os solos arenosos. Suporta mal o excesso de água durante o período de instalação. Multiplicação por semente e por estaca. Flores e caules são interessantes para compor um  arranjo floral contrastando com outros tipos de caules e flores mais vistosos. 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

CAMINHAR



Caminhar na montanha poderá representar um exercício físico de grande exigência. É, porém, controlável.


Há itinerários adequados a um exercício moderado e que, afinal, resultam em efeitos semelhantes para a saúde.


As caminhadas interessam sobretudo a quem ama a natureza e busca a boa forma, o quebrar de rotinas, o tonificar do humor. Praia? Nem sempre, nem nunca!