domingo, 29 de julho de 2018

NENÚFAR ( WATER LILY)


Magníficas, mas efémeras! A flor do nenúfar, com 25 ou mais pétalas, permanece luxuriante durante 3 a 5 dias, aberta durante o dia e fechada à noite, após o que o caule flecte e a flor, já sem viço, mergulha.  


No primeiro dia, a flor produz perfumes que atraem os insectos em busca do néctar açucarado. No segundo e terceiro dias produz pólen. As sementes irão amadurecer dentro do ovário após o mergulho forçado. Finalmente dispersar-se-ão, arrastadas pela corrente. Flores efémeras, flores eternas...

segunda-feira, 23 de julho de 2018

ARECA CATECHU (PALMEIRA CATECHU, BETEL NUT PALM)


 A palmeira catechu está muito difundida  em ambientes tropicais permanentemente húmidos do sul da Ásia. São regadas onde as chuvas não são regularmente distribuídas ao longo do ano. O tronco é singular, muito elegante, coroado por uma copa vistosa de 8 a 12 lançamentos arqueados. 


Pode alcançar entre os 20 e os 30 metros de altura e os 25 a 40 cm de secção. As flores são unissexuais mas em cada inflorescência podem encontrar-se flores macho e flores fêmea. Os frutos são drupas fibrosas.  


Em várias regiões da Ásia, o consumo das sementes faz parte da cultura e tradição  dos povos. No entanto, cria dependência e, qualquer que seja a quantidade usada, representa sempre um grave risco para a saúde.  Na foto: no passeio de uma rua, algures no Vietname, um exemplar usado como árvore decorativa. Uma beleza sem dúvida conseguida, insinuante quanto baste, mas apenas para contemplar.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

RHYNCHOPHORUS FERRUGINEUS: uma cambada vil.


Com origem nos climas tropicais da Ásia e Oceânia, eis o escaravelho que está a destruir as palmeiras e de modo particular a palmeira tamareira (Phoenix dactylifera), a Palmeira-de-Leque (Washingtonia filifera) ou a Palmeira-das-Canárias (Phoenix canariensis). Na foto, um exemplar passeia-se junto a mais uma vítima do seu apetite voraz.


Chega-se a ouvir o som das mandíbulas destes insectos triturando o gomo apical das palmeiras, no mais íntimo e resguardado da planta. Mas, nessa altura, denunciando já sem remédio a sua presença.


E, então, não há tratamento fitossanitário que valha. Resta cortar rapidamente a árvore e queimar, triturar ou enterrar  profundamente todo o material vegetal resultante, de modo a destruir insectos adultos, larvas   e casulos que de outro modo continuarão a alastrar por  palmeiras que restam. Na foto um dos vilões abrindo caminho para o interior da árvore. Mas que cambada!

terça-feira, 10 de julho de 2018

LEUCOPHYTA BROWNII (CUSHION BUSH)


Adveio ao jardim  por compra no ano passado  a um grossista de plantas e árvores ornamentais. Passou bem o inverno no vaso colocado por debaixo da tangerineira, mantendo a folhagem. Espera-se que continue adaptada. 


Folhas minúsculas de forma linear e inseridas como escamas, bem encostadas aos caules, umas e outros cobertos por uma espécie de cera a branco prateado e cinza.



Um emaranhado denso de caules derivando em ramificações, uma fina rede que no todo denso ganha uma forma arredondada. A planta poderá crescer até formar um arbusto-anão.


No cimo das brotações as inflorescências globulares agrupando flores minúsculas em capítulo, nos tons ainda de branco prateado na fase de botão e posteriormente também com toques de amarelo dourado. Dá-se bem em zonas costeiras, tolerando ventos e brisas salgadas. São-lhe favoráveis os solos arenosos. Suporta mal o excesso de água durante o período de instalação. Multiplicação por semente e por estaca. Flores e caules são interessantes para compor um  arranjo floral contrastando com outros tipos de caules e flores mais vistosos. 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

CAMINHAR



Caminhar na montanha poderá representar um exercício físico de grande exigência. É, porém, controlável.


Há itinerários adequados a um exercício moderado e que, afinal, resultam em efeitos semelhantes para a saúde.


As caminhadas interessam sobretudo a quem ama a natureza e busca a boa forma, o quebrar de rotinas, o tonificar do humor. Praia? Nem sempre, nem nunca! 

terça-feira, 26 de junho de 2018

CANNA GENERALIS (CONTEIRA)


 Muito exóticas estas flores de conteiras em amarelo sarapintado em tons laranja. E, no entanto, estas plantas são uma presença constante nos jardins. Realce também para as folhas que envolvem apertadamente os caules e irão abrindo e crescendo a partir da base e em formato oblongo. 


A renovação anual dá-se a partir dos rizomas subterrâneos que mantenho em permanência na terra. Estão plantadas  ao abrigo de um muro baixo e não requerem mais cuidados para além das regas no tempo quente.


Acabados de entrar num verão titubeante, as cores vivas das flores das conteiras confortam a alma do jardineiro amador que, contrariamente à expectativa, ainda não viu este ano surgirem as dos cravos túnicos e  zíneas.



No jardim, é a primeira a florir de entre as canáceas e a par com as canas índicas, plantas da mesma família. Outras, bem próximo, estão ainda em botão. Nada de pressas: tudo tem o seu tempo. 

terça-feira, 19 de junho de 2018

UM POUCO MAIS de AZUL


Um pouco mais de sol - eu era brasa,


Um pouco mais de azul - eu era além.


Para atingir, faltou-me um golpe d,asa...


Se ao menos eu permanecesse aquém...

(...)

Mário de Sá-Carneiro, Poemas Completos, Dispersão, VIII QUASI, Os Grandes Clássicos da Literatura Portuguesa, Editora Planeta DeAgostini, S.A., Lisboa - 2003, pag.25.