segunda-feira, 23 de julho de 2018

ARECA CATECHU (PALMEIRA CATECHU, BETEL NUT PALM)


 A palmeira catechu está muito difundida  em ambientes tropicais permanentemente húmidos do sul da Ásia. São regadas onde as chuvas não são regularmente distribuídas ao longo do ano. O tronco é singular, muito elegante, coroado por uma copa vistosa de 8 a 12 lançamentos arqueados. 


Pode alcançar entre os 20 e os 30 metros de altura e os 25 a 40 cm de secção. As flores são unissexuais mas em cada inflorescência podem encontrar-se flores macho e flores fêmea. Os frutos são drupas fibrosas.  


Em várias regiões da Ásia, o consumo das sementes faz parte da cultura e tradição  dos povos. No entanto, cria dependência e, qualquer que seja a quantidade usada, representa sempre um grave risco para a saúde.  Na foto: no passeio de uma rua, algures no Vietname, um exemplar usado como árvore decorativa. Uma beleza sem dúvida conseguida, insinuante quanto baste, mas apenas para contemplar.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

RHYNCHOPHORUS FERRUGINEUS: uma cambada vil.


Com origem nos climas tropicais da Ásia e Oceânia, eis o escaravelho que está a destruir as palmeiras e de modo particular a palmeira tamareira (Phoenix dactylifera), a Palmeira-de-Leque (Washingtonia filifera) ou a Palmeira-das-Canárias (Phoenix canariensis). Na foto, um exemplar passeia-se junto a mais uma vítima do seu apetite voraz.


Chega-se a ouvir o som das mandíbulas destes insectos triturando o gomo apical das palmeiras, no mais íntimo e resguardado da planta. Mas, nessa altura, denunciando já sem remédio a sua presença.


E, então, não há tratamento fitossanitário que valha. Resta cortar rapidamente a árvore e queimar, triturar ou enterrar  profundamente todo o material vegetal resultante, de modo a destruir insectos adultos, larvas   e casulos que de outro modo continuarão a alastrar por  palmeiras que restam. Na foto um dos vilões abrindo caminho para o interior da árvore. Mas que cambada!

terça-feira, 10 de julho de 2018

LEUCOPHYTA BROWNII (CUSHION BUSH)


Adveio ao jardim  por compra no ano passado  a um grossista de plantas e árvores ornamentais. Passou bem o inverno no vaso colocado por debaixo da tangerineira, mantendo a folhagem. Espera-se que continue adaptada. 


Folhas minúsculas de forma linear e inseridas como escamas, bem encostadas aos caules, umas e outros cobertos por uma espécie de cera a branco prateado e cinza.



Um emaranhado denso de caules derivando em ramificações, uma fina rede que no todo denso ganha uma forma arredondada. A planta poderá crescer até formar um arbusto-anão.


No cimo das brotações as inflorescências globulares agrupando flores minúsculas em capítulo, nos tons ainda de branco prateado na fase de botão e posteriormente também com toques de amarelo dourado. Dá-se bem em zonas costeiras, tolerando ventos e brisas salgadas. São-lhe favoráveis os solos arenosos. Suporta mal o excesso de água durante o período de instalação. Multiplicação por semente e por estaca. Flores e caules são interessantes para compor um  arranjo floral contrastando com outros tipos de caules e flores mais vistosos. 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

CAMINHAR



Caminhar na montanha poderá representar um exercício físico de grande exigência. É, porém, controlável.


Há itinerários adequados a um exercício moderado e que, afinal, resultam em efeitos semelhantes para a saúde.


As caminhadas interessam sobretudo a quem ama a natureza e busca a boa forma, o quebrar de rotinas, o tonificar do humor. Praia? Nem sempre, nem nunca! 

terça-feira, 26 de junho de 2018

CANNA GENERALIS (CONTEIRA)


 Muito exóticas estas flores de conteiras em amarelo sarapintado em tons laranja. E, no entanto, estas plantas são uma presença constante nos jardins. Realce também para as folhas que envolvem apertadamente os caules e irão abrindo e crescendo a partir da base e em formato oblongo. 


A renovação anual dá-se a partir dos rizomas subterrâneos que mantenho em permanência na terra. Estão plantadas  ao abrigo de um muro baixo e não requerem mais cuidados para além das regas no tempo quente.


Acabados de entrar num verão titubeante, as cores vivas das flores das conteiras confortam a alma do jardineiro amador que, contrariamente à expectativa, ainda não viu este ano surgirem as dos cravos túnicos e  zíneas.



No jardim, é a primeira a florir de entre as canáceas e a par com as canas índicas, plantas da mesma família. Outras, bem próximo, estão ainda em botão. Nada de pressas: tudo tem o seu tempo. 

terça-feira, 19 de junho de 2018

UM POUCO MAIS de AZUL


Um pouco mais de sol - eu era brasa,


Um pouco mais de azul - eu era além.


Para atingir, faltou-me um golpe d,asa...


Se ao menos eu permanecesse aquém...

(...)

Mário de Sá-Carneiro, Poemas Completos, Dispersão, VIII QUASI, Os Grandes Clássicos da Literatura Portuguesa, Editora Planeta DeAgostini, S.A., Lisboa - 2003, pag.25.



quarta-feira, 13 de junho de 2018

ROSMARINUS OFFICINALIS (ALECRIM, ROSEMARY)


Alecrim em mancha densa. Este resultado que me agrada, é obtido com a aplicação das técnicas que aprendi mormente em cursos promovidos pela Associação dos Amigos do Jardim Botânico da Ajuda que recomendo (www.aajba.com/Cursos/Cursos20172018.aspx)  Mas o que mais abaixo deixo dito apenas a mim responsabiliza, mero intérprete de dados de várias fontes e prático incipiente.


Seguindo a tradição, não interferia no crescimento das aromáticas salvo cortes para compor um arranjo floral ou muito raramente, para multiplicação. Mas, até nessas condições, há critérios mínimos a observar. Tenha-se presente que as hormonas de crescimento situadas nas partes terminais das hastes têm um efeito estimulador destas e  um efeito inibidor sobre os ramos inferiores. Entregues a si mesmas, essa tendência reforça as mais fortes, os seus caules vão crescendo, lenhificando e acabam ficando demasiado altos. Com o aumento de peso as hastes curvam-se, abrindo em leque, perdendo a graça.


 Logo após o início da floração, uso a tesoura da poda para encurtar algumas das hastes mais velhas  ou que excedem o limite da forma arredondada que pretendo. Aproveito para cortar os inúmeros caules mortos que se acumularam na base. São facilmente identificáveis. Levo os encurtamentos até dois terços podendo levá-los a cabo em dois tempos: inicialmente um terço e três  a quatro meses depois o outro terço. Tomo em consideração a posição do gomo a eleger. Escolho um gomo que  esteja voltado para o exterior do arbusto e, como é de regra, o corte é feito acima. Algumas vezes elimino a haste pela base. E prefiro que subsistam as hastes novas. Elas irão aproveitar a maior iluminação e ventilação para se desenvolverem podendo vir a ocupar a posição das concorrentes eliminadas ou encurtadas. Irá demorar algum tempo até reverter o pleno crescimento do arbusto. Mas, atenção: nada de entusiasmos com os cortes porque o alecrim apesar de ser uma planta conhecida por se adaptar a duras condições, nomeadamente a solos pobres, ressente-se das podas e uma poda excessiva pode mesmo ser-lhe fatal.