quarta-feira, 9 de novembro de 2016

ANAPHALIS TRIPLINERVIS (TRIPLE-NERVED PEARLY EVERLASTING, IMMORTELLE de VIRGINIE)


Por esta altura, as flores já totalmente abertas, terão um aspecto semelhante ao da foto. 


Mas quando as fotografei, em fins de Julho, a nota dominante ia para a folhagem cerrada onde predominavam as folhas novas em verde-acinzentado, brilhantes como prata e surgiam os primeiros botões em branco-creme. 


Apenas pelo desenho do canteiro e sua colocação próxima de plantas de folhagem contrastante na cor e sem esquecer o espaço generoso de folga para o inevitável crescimento lateral, se vê como estão bem entregues ao cuidado de um jardineiro criterioso.

Nota: a primeira foto foi extraída de Wikimedia Commons.Ficheiro Anaphalis Triplinervis 1 GPG). Autor: Guislain118http://www.fleurs-des-montaignes.net,a quem agradecemos.  As duas seguintes são da nossa autoria.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

DHALIA, um arranjo natural em três cores.



Por aqui, apesar das copiosas regas de verão, este ano as dálias  reservaram a floração plena para ambientes mais amenos.


E, em pleno outono, estamos tendo mais e melhores flores de dálias.


Nas fotos podemos ver as dálias em normal floração de verão em clima atlântico. Longe das secas das regiões mediterrânicas e mediterrânicas/atlânticas, os cuidados estão ali mais focados na prevenção dos ventos. Daí as paliçadas e muros mas o resultado compensa: plantas saudáveis, vigorosas, únicas. Em destaque as dálias em vermelho purpurado, amarelo e branco. Note-se o toque dourado das pétalas do disco e a forma côncava das pétalas avermelhadas da periferia nas quais as pétalas brancas de dispõem como num berço, em perfeita geometria (mais nitidamente na primeira foto). E, finalmente o verde da folhagem a ligar tudo. 

sábado, 29 de outubro de 2016

OUTONO: notas musicais, pinceladas, poesia.


Dans le brouillard s,en vont un paysan cagneux
Et son boeuf lentement dans le brouillard d,automne
Qui cache les hameaux pauvres et vergogneux


Et, s,en allant là bas le paysan chantonne 
Une chanson d, amour et d,infidélité
Qui parle d,une bague et d,un coeur que l,on brise


Oh! l,automne, l,automne a fait mourrir l,été
Dans le brouillard s,en vont deux silhouettes grises.

Guillaume Apollinaire
Alcools, 1912

Fotos-gentileza MM, outono de 2016.

domingo, 23 de outubro de 2016

MONARDA DIDYMA (MONARDA, BEE BALM)


Entre nós, a adaptação da monarda não é fácil sobretudo porque, mesmo durante o verão requer um solo permanentemente húmido, mas bem drenado. É pena, porque se trata de uma planta assaz vistosa quando no pleno da floração e, além disso, as folhas, quando esfregadas, exalam um aroma muito agradável semelhante ao do tomilho. 


Ali, onde a fotografei, o clima é húmido o que a torna vulnerável ao míldio. A monarda é usada pelos jardineiros para compor os mais vistosos maciços. Cada flor é composta por dois lábios em vermelho, sendo  tubular e voltado para cima o superior o inferior, mais estreito e levemente curvado para baixo. Por sua vez o cálice é tubular.  

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

OUTONO


Diz-se na cidade que está mau tempo. Mas é outono. Não, não é ainda o outono da metamorfose das cores. Mas, nos campos é já o das preciosas chuvas, ausentes desde há tantos meses estranhamente abrasadores. Que tragam o estimável aprovisionamento das nascentes, valas e ribeiros, dos rios e lagoas! Saudemos o outono. 

Foto gentileza MM.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

STREPTOCARPUS SAXORUM (PRÍMULA-do-CABO, FALSE AFRICAN VIOLET, PRIMEVÈRE du CAP)


Foram para mim uma novidade absoluta do verão passado, estas singulares plantas herbáceas, perenes, originárias da África (Tanzânia e Quénia) e de Madagáscar. Surpreendentes não apenas pela forma e disposição das folhas organizadas em aparentes rosetas de três folhas por nó e pela beleza das flores mas o que mais me prendeu a atenção foram aqueles longos e finos pedúnculos erguendo e sustentando o tubo  branco, estreito e longo, da corola da flor que abre em cinco lóbulos.  


As flores produzem néctar em abundância, exalam um delicado perfume e tornam-se vistosas pelo tamanho e cor das pétalas, atraindo pássaros, moscas, borboletas e abelhas. O branco cremoso do pólen das duas anteras levemente unidas contrasta com o violeta-pálido das pétalas e parece dar continuidade à tonalidade do tubo que as envolve. Notem-se as sépalas na zona de inserção do tubo com o pedúnculo. 


Nas lâminas das folhas, vistas à lupa, podem ver-se protuberâncias e tal como os pecíolos mostram-se revestidas de pelos muito finos. O jardineiro chefe que me acompanhou diz-me que são de fácil cultivo. Gostaria de experimentar mas ainda não as vi disponíveis no mercado português. Em todo o caso, se vier a alcançá-las, e para começar, reservarei para elas um espaço no interior da casa.

sábado, 8 de outubro de 2016

O BRUTO e a FLOR. RECIPROCIDADES.


As flores interessam-nos. Por razões diferentes, é certo!  


Mas quando a planta se veste, se compõe, se perfuma, acena, oferecendo as suas iguarias requintadas, a quem o faz? 


O amor é cego! Aqui se dão a agressivas criaturas, dessas que atacam insidiosamente o mais distraído e inocente alvo. Claro que, só em fábula poderia invejar, quiçá "ter ciúmes", de insectos alados, para mais com evidente mania de perseguição


Mas a flor os amansa. E amansados se dão reciprocamente, facilitando-lhes a fecundação, para assegurar que no futuro continuem a haver plantas e, sempre mais e mais flores.