quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ABUTILON


Entrados na parte final de um inverno particularmente suave, notamos com alívio as primeiras manifestações de energia do mundo vegetal.  


Ladeando o caminho, destaca-se um arbusto de folhagem inesperadamente vigorosa para a época. Mais de perto, deparamos com os primeiros botões e até com algumas flores já abertas de um rosa a vermelho delicados.


As formas das flores, pequenos sinos levemente arqueados e  a das folhas que lembram as do acer, remetem-nos para as malváceas.


O ambiente é de sombra, húmido até. Discretamente, apenas alguns raios de sol alcançam este lado do caminho.  No entanto, os largos colectores captam os suficientes para a formidável retoma da máquina transformadora que até aos finais do outono não parará de produzir a boa seiva e de a distribuir amplamente até às mais recônditas das suas células.

Fotos de 5 de Fevereiro de 2016.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Bendito seja o mesmo sol de outras terras


Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz meus irmãos todos os homens

Alberto Caeiro. Fernando Pessoa

Foto-gentileza MM, nos meados de Fevereiro de 2016, pelas 07H30.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

TEMPO de DORMIR, TEMPO de SONHAR.


Ramos lenhosos apoiam uma frágil herbácea trepadeira.



Discretamente, percorreu uns metros trepando por entre caules e ramos dormentes até se tornar bem visível. Antes que a árvore desperte e a cubra com a sua copa renovada, floriu. Com perfume, brilho, cor e um extra de néctar se oferece esta fabaceae ao insecto volante que a queira visitar. 

Fotos de 5 de Fevereiro de 2016.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

CRASSULÁCEAS, KALANCHOE BLOSSFELDIANA COR-DE-ROSA LEVE, (KALANCHOE B. LIGHT PINK)


Há uma primeira crassulácea em flor e provavelmente assim continuará nas próximas semanas. 


Estão em pequenos potes para as podermos proteger deslocando-as quando for o caso de geadas. Atenção: também podem morrer por excesso de mimos! Exemplo é a rega excessiva que poderá à asfixia ou ao apodrecimento das raízes.


O pequeno porte desta variedade, cujas folhas carnudas em verde brilhante cobrem os bordos do vaso e as inflorescências apresentam um pé relativamente curto, é compatível com uma base de tamanho médio.


De cada ramo partem três ou mais  outros ramos, que pendem lateral ou verticalmente consoante o espaço disponível, equilibrando o conjunto.


Hoje em dia abundam no mercado muitos híbridos que oferecem sobretudo flores dobradas. Sem desdenhar, prefiro as simples. E como ficar indiferente a um mais raro tom rosa leve das pétalas?  Sobram felizmente muitas outras opções, todas fáceis de cultivar e muito resistentes.


Fotos de 1 de Fevereiro excepto a última que é de 22 de Janeiro, de 2016.

domingo, 24 de janeiro de 2016

ANTECIPANDO A PRIMAVERA (ANTICIPATING SPRING)


Agora que os bolbos estão em saldo, aproveite!


Um pote despretensioso e algumas pedras roladas colhidas à beira mar, lavadas do sal.


Um pouquinho de água, no fundo. Se for água da chuva, tanto melhor. Dispõem-se os bolbos, compondo as cores ou aleatoriamente, se preferir.


Coloque no interior da casa, em local bem iluminado. Acompanhe a germinação. Se o pote for transparente, poderá ver as raízes espalhando-se pelo espaço disponível. Delicie-se: antecipe a primavera!

Arranjo: criação Malema. Fotos de 22 de Janeiro de 2016.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

TERNURA, à latitude de 57ºN


Janeiro é o mês mais frio do ano, os dias curtos. 


Caiu neve e o vento atlântico abrandou. 



Um velho provérbio diz que não há mau tempo mas apenas mau vestuário. Bom espírito! Sopra ternura à latitude de 57ºN.


Fotos de Janeiro de 2016, gentileza MM.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

adestrei-me com o vento, e a minha festa é a tempestade (Cecília Meireles)


É meio da tarde. Previsivelmente, um frio húmido invade-nos. Afinal, querer "ver o mar" é desejo complexo. O que mais nos faria preferir o vergastar amargo-doce do vento ao conforto da lareira de Natal?   


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Tu bem sabes que sou uma chama da terra, 
que ardentes raízes nutrem meu crescer sem termo;
adestrei-me com o vento, e a minha festa é a tempestade,
e a minha imagem, como jogo e pensamento,
abre em flor o silêncio, para enfeitar alturas e ermo.
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(Cecília Meireles)