sábado, 5 de abril de 2014

CYTISUS SCOPARIUS ANDREANUS (GIESTA-DAS-VASSOURAS, SCOTCH BROOM, GENÊT À BALAIS, RETAMA NEGRA, EDELGINSTER)


Giesta decorativa, domesticada, dá as boas-vindas junto ao portão da casa.


A giesta-negral das serras em amarelo-vivo não lhe fica atrás em beleza. Mas nas matas virou praga.


Teve um papel extraordinariamente importante como combustível, enxerga do gado, adubo, vassoura e, como tal, era cuidada. Com o abandono dos campos, fim duma cultura imemorial, a giesta entregue a si mesma, tornou-se ameaça: cresce exageradamente e, no limite, apenas alimenta a rasoura dos grandes fogos do verão.  


Resta-lhe o papel meramente decorativo em jardins no meio da aldeia. 

Últimos dias de Março, no jardim.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

VALERIANA



Inesperadamente, num canto do relvado ao abrigo do muro divisório e das fotínias, surgiram este ano cerca de uma dúzia de exemplares de valerianas, agora em floração. Não parece tratarem-se da valeriana dos jardins ou Alfinetes (Centranthus) embora pertençam à mesma família. Estas, trazidas pelo vento ou pelos pássaros, são selvagens.


A maior tem um porte de cerca de 72 centímetros. 


Folhas opostas, inteiras na parte inferior com pecíolo longo. Subindo no caule, encontramos folhas sésseis, compostas de 9 folíolos sendo o folíolo terminal oval ou oval alongado e muito maior do que os restantes. Na foto, folhas médias.


Raiz e folhas inferiores. Mais à esquerda uma folha média quebrada e daí o estar virada para baixo.


Disposição compacta da inflorescência.


Mais de perto as pequenas flores de 5 pétalas fundidas no tubo da corola. Três estames.  
Valeriana dioica? Centranthus calcitrapae?

Fotos de ontem, no jardim.


terça-feira, 1 de abril de 2014

BOTÕES DE FLOR (FLOWER BUD, BOURGEONS FLORAUX, BOCCIOLO, BOTÓN) e outros.



Primeiros dias de Março, em tarde de sol, passeio a pé pela Várzea, a memória por companheira.


Nos campos ao abandono, sobrevivem algumas árvores de fruto. 


É tempo de  promessas.


Ali botões florais, aqui vegetativos.


Simples objectos? Ou convergência na Vida? Porquê o estremecimento de alma quando o renovo nos sussurra: olá, com que então por aqui!? 


domingo, 30 de março de 2014

IRIS (LÍRIOS, BLUE YELLOW IRIS), em tons de azul e amarelo.


Pequenas vagas em tons pálidos de azul mediterrâneo com remotas sugestões douradas, cobrem um fundo amarelo de vários matizes. 


O conjunto das pétalas sugere movimentos ondulatórios com diferentes amplitudes e direcções. As três grandes tépalas externas (sépalas), voltadas para baixo, são delicadas conchas em tons de amarelo mais vivo na zona posterior esbatendo para a periferia. No interior do perianto as 3 pétalas um tanto pregueadas projectam-se para cima em tons discretos. 


As subtis riscas parecem divergir de um mesmo recôndito abismo, abrindo para o espaço aberto. 


Extraordinária complexidade da flor feita de elementos frágeis, delicados mas bem coesos. 

Fotos de ontem, no jardim.

sexta-feira, 28 de março de 2014

TRIFOLIUM SUBTERRANEUM (TREVO-SUBTERRÂNEO, SUBTERRANEAN CLOVER, TRÈFLE SOUTERRAIN)


Pelo seu pendor invasivo esta pequena herbácea tombada, ramificada, anual, da família das Fabaceae tem-me dado água pela barba.  


Há alguns anos, na tentativa de melhorar um espaço que resultou da demolição de uma edificação antiga, um jardineiro recém-diplomado em quem confiei, ali depositou umas carradas de terra dos pinhais, que paguei como de boa terra vegetal se tratasse,  onde plantámos guias de grama por ser mais resistente à seca e ser em geral de conservação menos trabalhosa. Além da falta de qualidade da terra, mal sabia que estava a importar uma notável infestante que rapidamente se impôs até abafar qualquer espécie de concorrentes a começar pela própria grama.


Cansado de ingloriamente arrancar ervas, já usei uma vez um herbicida  que só aparentemente as eliminou por duas épocas. Afinal reincidiu ainda com mais força. Como não sou favorável ao uso dos herbicidas e disponho de algum tempo, voltei à tarefa verdadeiramente ciclópica do arranque, uma a uma. Já experimentei a enxada mas como aqui e ali também há relva, prefiro o exercício para o que é necessária uma boa dose suplementar de paciência e persistência. Não lembraria a mais ninguém ...


As pequenas flores brancas e férteis são mais do que discretas e erguem-se em grupos de 3. Têm uma forma semelhante à das flores das ervilhas: 1 estandarte (pétala maior), 2 asas (pétalas laterais) menores que o estandarte e 2 carenas (pétalas ventrais, soldadas). Há depois inúmeras flores estéreis apenas com cálice. Na altura da frutificação o pedúnculo dobra e ancora no solo usando uma espécie de grampos para aí frutificar. O fruto é uma pequena vagem. Na foto são visíveis o cálice avermelhado e em verde os finos lóbulos do tubo da corola e as pétalas da corola que rodeiam os 10 estames, 1 estilete e 1 estigma no interior.  Folhas compostas, trifoliadas, folíolos em forma de coração, alternas, longos pecíolos, com muitos pêlos tal como os caules. 

Fotos de ontem, no jardim.



quarta-feira, 26 de março de 2014

AZALEA (AZÁLEA, RED AZALEAS)


Corolas de 5 pétalas vermelhas unidas no interior da base. No exterior da base, 5 sépalas de forma triangular, em verde claro, algumas visíveis na foto. A pétala cimeira é a pétala dorsal. De cada um dos lados desta, uma pétala-asa superior. Para baixo, duas pétalas-asa inferiores. 


Dois estames por pétala com filetes em cor-de-rosa e anteras em tons de púrpura, com brilho de pérolas. Talvez mais nítido na flor superior da primeira foto,  um tubo longo e inclinado para fora (i.e. para a esquerda), é o estigma que remata um longo estilete. 


As folhas terminam em ponta e são finas e macias, com pêlos fracos e densos, caducas.


Há anos que estas azáleas não ofereciam aos olhos flores tão perfeitas. São pequenas plantas de vaso que mudámos para o solo num espaço do jardim com menos acesso e por isso não tão bem cuidado, sem luz directa do sol, mais húmido e exposto aos ventos frescos do inverno e primavera. Noutros anos as folhas apareciam com coloração amarelada, enfraqueciam e acabavam por cair mais cedo.  Este ano,  de abundância de água das chuvas e com mais cuidados, as azáleas estão aparentemente vigorosas e recomendam-se. Creio que os factores decisivos que desconheço, estiveram muito para além do melhor cuidado do jardineiro. Conclusão: persistir nos cuidados e esperar, esperar sempre...

Fotos de 16 de Março de 2014, no jardim.

segunda-feira, 24 de março de 2014

FREESIA. (FRÉSIAS, em botão, FREESIA BUDS, BOURGEONS de FREESIAS)


Freesia hybrida em botão. Ele cresce envolto num par de brácteas (espata) que o rodeiam. A parte cimeira do botão revela a tonalidade da flor. 


Em flor aberta.


Na foto, inflorescências de freesia alba com diferentes fases de desenvolvimento da flor. Bem visíveis as espatas, em verde.


Botão de flor roxa.


Flor aberta.

Fotos da passada semana, no jardim.