segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

SALVIA (SALVA, PINEAPPLE SAGE, SAUGE)


Em tempos trouxe aqui a salvia officinalis L. (salva-das-boticas ou salva-mansa), de flores entre azul e lilás. Hoje trata-se ainda de uma planta da Família das Lamiáceas (Labiadas) de flores vermelhas.


Este exemplar das fotos foi um surpreendente achado. Em fins de Maio, visitando o exterior de uma vetusta igreja, dei conta de que numa fracção mínima do adro - local aparentemente pouco frequentado - cresciam à sombra do templo diversas ervas espontâneas.


De entre elas destacava-se ainda que não cuidado, um subarbusto  com cerca de 1,20 m encostado ao murete de sustentação das terras, com algumas flores tubulares em vermelho, afinal inflorescências cimeiras em verticilastros de várias flores.  Mais de perto apercebemos a forma tubular e longa das corolas que se abrem entre dois lábios, um superior e outro inferior. Delas emergem os vistosos estiletes.


As folhas de pecíolos longos, estão colocadas aos pares ao longo dos caules. A venação destaca-se do fundo verde.  Nesta foto são visíveis folhas mais antigas em tons mais escuros. Na seguinte podem ver-se folhas novas em tons claros.  


A diferente textura, o tom mais escuro das folhas, a ausência de aroma e a projecção das inflorescências relativamente à conhecida salva comum, levantaram-me dúvidas sobre a espécie a que pertence a salva de hoje. Quererá ajudar?

sábado, 11 de janeiro de 2014

LARGOS DIAS TÊM CEM ANOS...


Dias pardacentos, muitos. Chuvas, vento, trovoadas, humidade, frio ... tarefas adiadas no quintal mas espírito positivo. Retomam-se leituras interrompidas e sempre que possível, fazem-se incursões rápidas ao jardim e quintal. Frio e chuva são bem-vindos. Ainda não está garantido um verão sem sobressaltos no abastecimento de água. O acumulado de frio também é ainda insuficiente. 


Em excepcionais dias luminosos desta semana, pudemos mondar talhões de alhos, cebolos, tremoços, couves, alfaces, afogados em ervas...e plantámos mais algumas couves tronchudas e alfaces que protegemos em túneis baixos. Falhou a plantação de novos morangueiros, agora oferecidos no mercado em pequenos vasos (mais caros que os vendidos em molhos, mas com a vantagem de trazerem as raízes pegadas na terra) e logo esgotados no local habitual de compra. Vou tentar a plantação ainda hoje pois anuncia-se uma nova semana de chuvas. Também está na altura de escolher a semente de batata para este ano e que se deve guardar estendida em abrigo para estar pronta na altura da sementeira. Largos dias, sim, mas há limites para executar certas tarefas.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

AESCULUS X CARNEA (CASTANHEIRO-VERMELHO-da-ÍNDIA, RED-HORSE-CHESTNUT, MARRONIER-d,INDE ROSE)


Já conhecia o castanheiro-da-Índia (aesculus hippocastanum) desde a infância, havendo ainda vários exemplares numa mata particular da aldeia. Aliás, falsos castanheiros. Aos seus frutos chamavamos "castanhas-das-bruxas"! Essa castanha não é comestível, e apenas era usada no combate à traça. Daí o poder aparecer em gavetas e gavetões de roupas. Parece-me que as traças a ignoravam solenemente!  O interesse da árvore está no seu valor ornamental, grandes copas, belas inflorescências brancas e levemente rosadas.


Diferentemente, o castanheiro das fotos, ainda um "falso castanheiro" mas com manifesto valor decorativo, é um híbrido de floração entre Abril e Junho. As flores de cinco pétalas fundidas em tubo, agrupam-se em cacho composto (panículas), mais largo na base. O contraste do verde da folhagem com o rosa-vivo das inflorescências dá-lhe um toque exótico que quebra a monotonia do contínuo do casario sugerindo evasão. Uma lufada de frescura!

Fotos de Maio, escolhas bem sucedidas para um bom ambiente urbano no Centro Histórico de Abrantes. 


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PANDOREA JASMINOIDES (TREPADEIRA-de-ARCO, PANDORA, visita de formiga; BOWER VINE, ant visiting)


Flores e formiga. Simples refúgio, fonte de alimento? Inimiga ou aliada da planta na defesa contra pragas? 


Não é de esperar que a formiga coma as flores da trepadeira. 


Muitas formigas na planta poderão indiciar a presença de pragas. Aí haverá que continuar observando-a até as podermos identificar minimamente.

Nas fotos de setembro de 2013, flores de trepadeira-de-arco.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ICHORA COCCINEA (IXORA, ICSÓRIA, FLAME-of-the-WOODS, IXORA-ÉCARLATE, HORTENSIA-du-JAPON)


A ixora é um arbusto pertencente à família das rubiáceas e é originária da Ásia tropical, particularmente Índia e Sri-Lanka. A designação em inglês é significativa. Hoje em dia é sobretudo uma planta decorativa usada em sebes ou cultivada em vaso. Flores muito vistosas, caules lenhosos ou semi-lenhosos, folhas persistentes de belo efeito praticamente sem pecíolo, brilhantes e duras, colocadas em oposição, duas a duas.


Inflorescências terminais em cacho, com pedicelos de tamanho desigual que situam as flores ao mesmo nível. São muito apreciadas por abelhas e borboletas.


As flores são de quatro pétalas tubulares, dispostas em cruz, em vermelho, rosa ou laranja e quatro estames em tons de amarelo. 



De copa arredondada, pode alcançar os três metros de altura. As das fotos, apesar de cultivadas em vasos, têm um pouco mais. 

Em Portugal é cultivável directamente no solo, ou em vaso, em estufas muito quentes e húmidas.

Fotos gentileza de J.M. primavera de 2013, sudeste asiático. Muito obrigado.Beijinhos.

sábado, 4 de janeiro de 2014

PRIMEIRA CHEIA DO ANO


Afinal, chegou mais cedo do que previra.


Aqui, entre a Barraca (canto direito) e a Vala do Moinho. 


A Ribeira do lado nascente do rio.


Em baixo, ao centro, o anel de resguardo de um poço. Imediatamente a seguir e para a direita, pode ver-se uma pequena mancha em verde-claro (não confundir com o verde do silvado em primeiro plano, no canto inferior direito). Trata-se de  uma colónia de lentilha-de-água que a dinâmica da cheia arrastou da superfície da água parada no poço e que curiosamente ainda se mantinha agrupada. 

Fotos da tarde de ontem, nos campos a nascente da aldeia.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

RIBEIRAS, entre a escassez e a abundância de água.


Em meados de setembro, perto do Nascente, leito da Vala. São visíveis fragmentos lenhosos e herbáceos a que o natural regresso das águas irá imprimir uma dinâmica de distribuição enriquecendo os solos dos campos limítrofes. 




Trinta de dezembro, no mesmo sítio. De momento e enquanto os solos não estiverem saturados de água, só nos picos das chuvadas os caudais de ponta transbordarão as margens para pouco depois regressarem ao leito normal, o que vem acontecendo. Ainda não há cheias.  Mas com a continuada precipitação que se anuncia, poderão ocorrer a todo o momento.  


Em outubro, regueira afluente da Vala. O material lenhoso retido nas margens e ás vezes também no leito das regueiras, além de travar matéria orgânica e nutrientes também oferece guarida à fauna e flora. Em primeiro plano travando o curso do imenso manto folhoso. Até à primeira cheia...


Final do ano: o mesmo sítio. A folhagem que cobre o solo continua em processo acelerado de transformação.



Dezembro, 30. Solo argilo-calcário.  O que fica após a passagem das águas: aqui é visível uma pequena área descoberta de solo. O tom escuro exprime a boa carga de húmus. 



No final do ano, à superfície das águas na zona da primeira foto, regresso da verdura. Guardando as margens, sentinelas despidas de folhas, freixos (fraxinus), amieiros (alnus glutinosa), choupos (populus), vimeiros (salix viminalis), ulmeiros (ulmus) e vidoeiros ( betula), em aparente repouso.  


Entre setembro e dezembro de 2013, na zona ribeirinha da aldeia.